<rss version="2.0"><channel><title>Novidades WOW! Comunicação</title><description>Fique pode dentro do que está rolando na agência</description><link>http://www.e-wow.com.br</link><copyright>Copyright (C) 2009 WOW! Comunicação.</copyright><item><title>Beto Ghidini - Diretor de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Lixo que n&atilde;o &eacute; lixo n&atilde;o vai pro lixo<br /><br /></strong>Independente da gest&atilde;o pol&iacute;tica ou da ag&ecirc;ncia, sem d&uacute;vida a campanha de coleta seletiva de Curitiba de 89 &eacute; um daqueles raros momentos em que a magia cliente-ag&ecirc;ncia acontece.<br /><br />Tudo era perfeito. O filme entrava no ar mostrando um caminh&atilde;o verde e branco, que tocava um sininho, num dia determinado da semana e que recolhia (exclusivamente) os sacos com lixo recicl&aacute;vel. N&atilde;o era a id&eacute;ia mais genial do mundo, mas por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, isso acontecia de verdade e n&atilde;o era s&oacute; na TV. O servi&ccedil;o era perfeito, tudo em ordem e funcionando direitinho. A coleta seletiva chegando na porta da casa dos cidad&atilde;os, como prometido. O engajamento tamb&eacute;m era o foco, afinal, com uma atitude muito simples (separar o lixo em 2 partes) n&oacute;s poder&iacute;amos mudar o mundo.<br /><br />A campanha ainda tinha outros m&eacute;ritos. Incutiu na cabe&ccedil;a o que era reciclagem e seus benef&iacute;cios. Foram criados os personagens da Fam&iacute;lia Folha, que ratificavam a preocupa&ccedil;&atilde;o com meio ambiente e envolviam a piazada (pra ser bem curitibano) em todo o processo. Quem cresceu naquela &eacute;poca acha inconceb&iacute;vel n&atilde;o reciclar. Era a cidadania criando uma atmosfera prop&iacute;cia para uma das mudan&ccedil;as de comportamento que qualificaram Curitiba como A Capital Ecol&oacute;gica. Ainda, como se n&atilde;o bastasse, a pe&ccedil;a era assinada com uma vinhetinha que cantamos at&eacute; hoje "lixo que n&atilde;o &eacute; lixo n&atilde;o vai pro lixo. Se-pa-re". De novo, tudo amarradinho.<br /><br />Quantas campanhas, p&uacute;blicas ou privadas, below ou above, on ou off line tem essa preocupa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e produto/servi&ccedil;o falando a mesma l&iacute;ngua? Quantas campanhas voc&ecirc; aprovou recentemente e ficou satisfeito com o brief, com o resultado final e, principalmente com o produto/servi&ccedil;o do seu cliente? Melhor ainda, quantas campanhas o seu cliente aprovou recentemente e ficou muito satisfeito com o resultado da cria&ccedil;&atilde;o e pensamento estrat&eacute;gico adotado pela ag&ecirc;ncia? Provavelmente n&atilde;o tenham sido tantas assim. Nem de um lado nem de outro.<br /><br />Os anunciantes n&atilde;o abrem a caixa de ferramentas para as ag&ecirc;ncias e as ag&ecirc;ncias insistem em pe&ccedil;as criativescas, lindas e premi&aacute;veis, mas que nem sempre resolvem a vida do cliente. &Eacute; poss&iacute;vel que a magia cliente-ag&ecirc;ncia s&oacute; volte a acontecer se a gente jogar velhos h&aacute;bitos no lixo e reciclar nossas rela&ccedil;&otilde;es. S&oacute; assim teremos a chance de partir para uma mudan&ccedil;a de comportamento t&atilde;o significativa a ponto de juntar A com B e o mundo volte a ser divertido.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=10#10</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Rodrigo Poersch - Diretor de Criação</title><description><![CDATA[<p><strong>Sobre as preocupa&ccedil;&otilde;es da minha m&atilde;e</strong><br />&nbsp;<br />Minha m&atilde;e anda preocupada com a minha irm&atilde;. A preocupa&ccedil;&atilde;o faz todo o sentido do mundo: minha irm&atilde; anda trabalhando demais. E por isso n&atilde;o tem dormido direito, vive com olheiras, est&aacute; estressada, nervosa, irritada. Minha irm&atilde; &eacute; bi&oacute;loga e passa seus dias procurando uma forma de diagnosticar a dengue. Dif&iacute;cil imaginar trabalho mais nobre.<br /><br />Eu tamb&eacute;m tenho trabalhado bastante. Devido a um per&iacute;odo de concorr&ecirc;ncias, tenho virado noites e passado finais de semana na ag&ecirc;ncia. O esfor&ccedil;o extra tamb&eacute;m me rendeu olheiras profundas, cansa&ccedil;o, stress, nervosismo. Mesmo com tudo isso, minha m&atilde;e n&atilde;o parece muito preocupada comigo. Afinal, se por um lado minha irm&atilde; tem ocupado seu tempo tentando salvar a humanidade, eu s&oacute; fa&ccedil;o propaganda.<br /><br />Para n&oacute;s, publicit&aacute;rios, &eacute; dif&iacute;cil admitir, mas minha m&atilde;e est&aacute; certa. Por mais que a gente se esforce e encare cada job com a maior import&acirc;ncia do mundo, o que n&oacute;s fazemos n&atilde;o vai mudar o destino da ra&ccedil;a humana. N&atilde;o vai, sequer, causar impacto significativo na vida de uma &uacute;nica pessoa. A gente faz propaganda. E propaganda, na percep&ccedil;&atilde;o das pessoas comuns, &eacute; somente uma pequena distra&ccedil;&atilde;o em seu cotidiano. Uma interrup&ccedil;&atilde;o que, quando muito, consegue emocionar por alguns segundos.<br /><br />Que li&ccedil;&atilde;o podemos tirar de tudo isso? Vamos levar o nosso trabalho menos a s&eacute;rio. Vamos nos divertir, esquecer as reuni&otilde;es sisudas, as metas, os objetivos empresariais, os complicados termos em ingl&ecirc;s. Isso tudo sim &eacute; importante e digno de preocupa&ccedil;&atilde;o. O nosso trabalho &eacute; bem mais simples que isso. N&oacute;s s&oacute; precisamos arrancar alguma emo&ccedil;&atilde;o do nosso p&uacute;blico. Se fizermos isso, e apenas isso, nossa miss&atilde;o estar&aacute; cumprida. Parece pouco mas, devido ao stress e a seriedade que n&oacute;s mesmos nos impomos, nem isso temos conseguido alcan&ccedil;ar.<br />&nbsp;<br />P.S.: Fui injusto com a minha m&atilde;e. Ela anda sim preocupada comigo. Minhas olheiras e meu nervosismo lhe parecem sinais bem evidentes de que eu ando usando drogas. Coisa de publicit&aacute;rio.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=9#9</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Viviane Camargo - Diretora de Atendimento Integrado</title><description><![CDATA[<p><strong>A tal mem&oacute;ria olfativa</strong><br /><br />Em tempos de novas m&iacute;dias e busca por experi&ecirc;ncias com consumidores, confesso ter um carinho especial por marcas antigas e pela nostalgia que elas remetem. H&aacute; alguns dias, li com satisfa&ccedil;&atilde;o sobre o ressurgimento da Phebo e da Granado.<br /><br />Elas n&atilde;o tinham morrido, apenas sumiram do cotidiano e perderam seu valor. Mas o privil&eacute;gio de pertencerem ao time das marcas que mexem com os sentidos deu for&ccedil;as para voltarem como mereciam. E voltaram em grande estilo &ndash; ambas se reposicionaram resgatando a tradi&ccedil;&atilde;o dos seus produtos, diversificando o portf&oacute;lio e investindo em PDVs pr&oacute;prios. E, acima de tudo, viram que a ess&ecirc;ncia e o passado de suas marcas eram o segredo do sucesso para os atuais e futuros consumidores.<br /><br />Na casa do meu av&ocirc;, al&eacute;m do sabonete Phebo Odor de Rosas &ndash; aquele oval e glicerinado, tinha sempre tamb&eacute;m a &ldquo;&Aacute;gua de Pinho Campos do Jord&atilde;o&rdquo;, aplicada ap&oacute;s cada barbear. Quase 30 anos depois, ainda sinto aquele cheiro marcante e delicado, mesmo sem nunca mais ter visto nas g&ocirc;ndolas.<br /><br />Outro cl&aacute;ssico &eacute; o Polvilho Antiss&eacute;ptico Granado, que j&aacute; chegou a responder por 90% das vendas da empresa. Hoje, &eacute; parte de mais de 300 produtos. Lembro do meu pai usando o Polvilho diariamente ap&oacute;s o banho para manter a higiene dos p&eacute;s sempre impec&aacute;vel. Aquele ritual, acompanhado pelo cheirinho de um banho rec&eacute;m-tomado, &eacute; inesquec&iacute;vel.<br /><br />H&aacute; pouco tempo, ele sugeriu que eu usasse o Polvilho nas trocas de fraldas da minha filha. Dei risada. &ldquo;N&atilde;o existe h&aacute; uns 20 anos&rdquo;, exagerei. Eu n&atilde;o sabia de nada... A Granado lan&ccedil;ou recentemente uma completa e deliciosa Linha Beb&ecirc; &ndash; e at&eacute; uma Pet!<br /><br />Outra grande for&ccedil;a para esse resgate de sensa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as embalagens. O grande acervo de layouts criados h&aacute; d&eacute;cadas para a Granado hoje estampam centenas de produtos, potencializando essa sensa&ccedil;&atilde;o saudosista e de resgate ao passado.<br /><br />Por tudo isso, em tempos de novas m&iacute;dias, fa&ccedil;o minha aposta na Mem&oacute;ria Olfativa. Um cheiro pode fixar-se por anos. E com emo&ccedil;&atilde;o, pelo resto da vida.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=11#11</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Claudio Freire - Diretor Executivo de Criação</title><description><![CDATA[<p><strong>T&aacute;, mas qual &eacute; a ideia?<br /><br /></strong>Para quem n&atilde;o sabe &ndash; ou seja a maioria &ndash; sou formado em Hist&oacute;ria. E na minha &eacute;poca de faculdade, existia uma figura emblem&aacute;tica: o halterofilista de livros. Aquele sujeito, geralmente magro e maltrapilho, que carregava livros para cima e para baixo (at&eacute; em bares como os j&aacute; extintos Dolores Nervosa, o Poeta Maldito, entre outros) sem, contudo, ler nada que fosse mais do que a&nbsp; sinopse na orelha. A s&eacute;rie &ldquo;Hist&oacute;ria da Vida Privada&rdquo; com seus 5 tomos, por exemplo, exigia um preparo f&iacute;sico descomunal. C&oacute;digos de comportamento social, explicados sob a &oacute;tica do Panoptismo de Michel Foucault, em um tratado de Wittgenstein, num poema de Rimbaud, ou em qualquer livro que invariavelmente jazia intocado entre o copo de pinga e o ma&ccedil;o (box, jamais) de Malboro.<br /><br />Vamos deixar a Hist&oacute;ria no passado, j&aacute; que o nosso assunto &eacute; propaganda. Assim como meus rom&acirc;nticos e outsiders colegas de faculdade, que tentavam de tudo para impressionar seus pares igualmente alternativos, vejo muitos colegas publicit&aacute;rios tentando impressionar a todos com o j&aacute; enfadonho papinho de redes sociais, movimentos culturais, etc, etc. E esse papo j&aacute; est&aacute; ficando t&atilde;o chato quanto aquele sobre Foucault.<br /><br />Sendo mais direto do que eu era como pr&eacute;-historiador, mais uma vez vejo pessoas perdidas num embate entre forma e conte&uacute;do.<br /><br />Usar Orkut, criar um viral ou uma a&ccedil;&atilde;o convergente de mobile, postar fotos n&atilde;o sei onde ou seguir as pessoas pelo Twitter n&atilde;o &eacute; uma ideia. E pior: muitas vezes s&atilde;o uma camuflagem para a falta dela.<br /><br />Redes sociais n&atilde;o s&atilde;o uma tend&ecirc;ncia, s&atilde;o realidade. E pensar online n&atilde;o &eacute; diferencial, &eacute; obriga&ccedil;&atilde;o.<br /><br />T&aacute;, mas qual &eacute; a ideia? &ldquo;Back to basic&rdquo;. Creio ser essa a mais nova tend&ecirc;ncia criativa na propaganda. Pelo menos &eacute; a que eu estou seguindo. Reencontrar o sentido original da nossa profiss&atilde;o: um drible inesperado no final do filme, um t&iacute;tulo divertido, uma ideia simples que nunca ningu&eacute;m fez, um aplicativo para download ou um site duca. E isso se faz com esfor&ccedil;o, l&aacute;pis e papel.<br /><br />Precisamos mostrar, a n&oacute;s mesmos e ao cliente que paga a conta, que o maior valor do nosso neg&oacute;cio est&aacute; na boa &ndash; e por isso nunca velha &ndash; ideia.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=12#12</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Karina Locatelli - Gerente de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Um tempero a mais</strong><br /><br />Acabo de chegar de uma ag&ecirc;ncia de propaganda para integrar o time da Wow! e, al&eacute;m da fase de adapta&ccedil;&atilde;o de uma nova ag&ecirc;ncia, novas pessoas, novos clientes, tive tamb&eacute;m que me adaptar ao expertise below the line.<br /><br />E o que mais me chamou a aten&ccedil;&atilde;o nessa nova vida &eacute; a forma como nos envolvemos com os clientes para encant&aacute;-los a cada novo job. N&atilde;o que uma ag&ecirc;ncia de propaganda n&atilde;o fa&ccedil;a isso, &eacute; o que todos n&oacute;s nesse nosso ramo de comunica&ccedil;&atilde;o buscamos, mas me parece que uma ag&ecirc;ncia de publicidade tenha talvez mais tempo ou talvez mais chances de chegar a este resultado, uma vez que est&aacute; sob sua batuta o planejamento das a&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o, as a&ccedil;&otilde;es a longo prazo, as campanhas anuais, enfim, o caminho para a constru&ccedil;&atilde;o/manuten&ccedil;&atilde;o de uma marca.<br /><br />Para as ag&ecirc;ncias com expertise em below, as a&ccedil;&otilde;es, embora alinhadas com o planejamento de comunica&ccedil;&atilde;o e do caminho da constru&ccedil;&atilde;o da marca do cliente, ainda s&atilde;o muito pontuais e, portanto, cada job &eacute; quase que como a &uacute;nica chance de acertar a m&atilde;o e conquistar o cliente. Ainda somos vistos como ag&ecirc;ncias que entram apenas em alguns momentos da comunica&ccedil;&atilde;o dos clientes. N&atilde;o estou querendo diminuir a import&acirc;ncia do nosso trabalho, muito pelo contr&aacute;rio, acho que nossa contribui&ccedil;&atilde;o para a marca &eacute; t&atilde;o importante quanto as campanhas anuais dos clientes. N&oacute;s conseguimos trazer para esse cen&aacute;rio um tempero diferente e talvez ele fa&ccedil;a toda a diferen&ccedil;a.<br /><br />O desafio &eacute; conseguirmos &ldquo;entrar&rdquo; um pouco mais nos clientes para termos um envolvimento mais profundo com as marcas para as quais trabalhamos. Podemos e devemos, sim, estar presentes no planejamento de comunica&ccedil;&atilde;o dos clientes e trabalhar em sinergia com todas as suas a&ccedil;&otilde;es e, com isso, colocar o nosso tempero na comunica&ccedil;&atilde;o de uma marca, seja por meio de sinais de fuma&ccedil;a, mensagens, recados, web, um grito, um cart&atilde;o, um evento, uma a&ccedil;&atilde;o, enfim...comunica&ccedil;&atilde;o!</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=13#13</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Beto Ghidini - Diretor de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Um pouco sobre c&atilde;es e gatos<br /><br /></strong>Desde que me entendo por gente, minha fam&iacute;lia sempre foi chegada em animais de estima&ccedil;&atilde;o. J&aacute; tive de tudo. Coelho, porco, hamster, aranha, tartaruga e, l&oacute;gico, cachorro e gato. Alguns sempre ficam mais marcados, como o Bells, o cachorro mais MacGyver que eu j&aacute; conheci. Subia em &aacute;rvore, escalava muro e o caramba. Todas as noites meu pai abria o port&atilde;o para ele passar a noite na rua, inevitavelmente quando eu saia para ir ao col&eacute;gio, o bicho estava l&aacute;, cansado, com fome e sono. Mas a maior aventura dessa praga foi fugir assustado por causa dos fogos de ano novo e voltar somente em outubro. Sim, 10 meses. O seu fim foi &oacute;bvio, morreu atropelado um tempo depois.<br /><br />Teve tamb&eacute;m o Ner&atilde;o. Uma cruza de labrador com pastor. Figur&iacute;ssima muito querida entre os amigos. Com quase 13 anos foi roubado. Uma pena. Atualmente meu brother &eacute; o Kadu, um west highland mega-inteligente. E no meio disso tudo ainda teve uma duplinha de feras que chegou para alegrar a casa. Fej&atilde;o e Aguinness, dois gatos pretos, temperamentais como todos os gatos. E assim como dizem que deve ser, apareceram na minha vida de maneiras bizarras, fundindo coincid&ecirc;ncia com acaso.<br /><br />A diferen&ccedil;a entre c&atilde;es e gatos, al&eacute;m de biol&oacute;gica, &eacute; mental e a&iacute; &eacute; que mora a divers&atilde;o. C&atilde;es s&atilde;o d&oacute;ceis, fi&eacute;is, obedientes, est&uacute;pidos, protetores, atenciosos e s&oacute; manifestam a agressividade quando amea&ccedil;ados. Os felinos s&atilde;o pregui&ccedil;osos, vaidosos, curiosos, brincalh&otilde;es, instintivos, s&aacute;dicos e inteligent&iacute;ssimos. C&atilde;es t&ecirc;m um comportamento incisivo, v&atilde;o direto ao ponto, s&atilde;o claros e objetivos. Os gatos s&atilde;o misteriosos, s&atilde;o da noite &ndash; callejeros street fighters &ndash; cheios de enigmas e rodeios, por isso t&ecirc;m fama de trai&ccedil;oeiros, mas a verdade &eacute; que s&atilde;o muito fechados.<br /><br />Mas uma das diferen&ccedil;as mais significativas e menos observada &eacute; que c&atilde;es adoram um l&iacute;der, justamente o que faz um c&atilde;o numa casa, entende que est&aacute; numa matilha e escolhe um l&iacute;der, por isso, alguns animais s&atilde;o problema. N&atilde;o encontram uma &ldquo;voz&rdquo; de comando e a&iacute; assumem a posi&ccedil;&atilde;o colocando os donos em segundo plano. Apesar de isso acontecer com os grandes felinos, os gatos n&atilde;o ligam muito para isso, a lideran&ccedil;a &eacute; compartilhada, dividida, &eacute; cada um por si e 7 vidas pra todos. Independentes. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que o coletivo de gatos &eacute; uma cambada.<br /><br />Agora, o que isso tem a ver com a WOW! e comunica&ccedil;&atilde;o? Nada. S&oacute; temos que ficar ligados que gente &eacute; ainda mais complicado. Nossos comportamentos oscilam para todos os lados. Muitas vezes somos t&atilde;o burros e impulsivos quando um banz&eacute; de esquina, e outras t&atilde;o arrogantes e soberbos como um bichano vira-latas. &Eacute; s&oacute; prestar aten&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Um &oacute;timo final de ano, sa&uacute;de e sucesso a todos.<br /><br />Ps.: gato preto n&atilde;o d&aacute; azar.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=10#10</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Beto Ghidini - Diretor de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Salve Salvador<br /><br /></strong>Aqui na WOW!, volta e meia algu&eacute;m da equipe vai coordenar alguma a&ccedil;&atilde;o promocional em outra cidade do pa&iacute;s. Eu sempre digo que, al&eacute;m de trabalhar, a gente tem que tentar entender um pouco melhor o que acontece por l&aacute;, conhecer as peculiaridades e viver um pouco a cidade. Eu tento levar isso bem a s&eacute;rio, e na a&ccedil;&atilde;o de Natal do Botic&aacute;rio n&atilde;o foi diferente: ficar quase uma semana em Salvador foi gratificante.<br /><br />Nossas mem&oacute;rias s&atilde;o mesmo colchas de retalhos criadas a partir de percep&ccedil;&otilde;es que levamos embora. Impressionante, Salvador &eacute; uma cidade muito europeia, pelo menos na minha percep&ccedil;&atilde;o despreconceituosa. Roma, Toledo, Firenze, isso sem falar em Lisboa. V&aacute;rias semelhan&ccedil;as. &Eacute; a mistura da formalidade com a plena esculhamba&ccedil;&atilde;o do fio-do-bigode, onde todo mundo leva um. S&oacute; resta saber quando. Combina&ccedil;&atilde;o de sossego com estresse.<br /><br />Caminhar &eacute; uma viagem pr&oacute;pria, na Barra ou no Pelourinho, muitos contrastes. Mas de carro por Engenho Velho de Brotas &eacute; outra completamente diferente. O com&eacute;rcio local bombando, sofrendo com o movimento dos shoppings, mas cheio de gente nas ruas, comprando, circulando em lojinhas lotadas de marcas pr&oacute;prias da periferia. Num beco, uma moqueca de arraia com pimenta verde de comer lambendo os dedos.<br /><br />Uma hora mais cedo do que em Curitiba, o p&ocirc;r-do-sol n&atilde;o tem hor&aacute;rio de ver&atilde;o. &Eacute; s&aacute;bado, estou exausto do trabalho. Mas o som da noite me aguarda. V&atilde;o ficar na mem&oacute;ria.<br /><br />2010 bate &agrave; porta.<br />Sa&uacute;de e sucesso a todos,</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=10#10</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Renato Buzo - Planejamento</title><description><![CDATA[<p><strong>Yes we can: co-branding para todos</strong><br /><br />Quando me pediram para escrever o &ldquo;opini&atilde;o&rdquo; sobre co-branding pensei: &ldquo;beleza, vai ser tranquilo!&rdquo;. At&eacute; mesmo pelo fato de estarmos fazendo um job para um de nossos clientes que tem este assunto como briefing. Aproveitei os estudos para tal trabalho e agora tamb&eacute;m para escrever aqui sobre a coopera&ccedil;&atilde;o entre marcas. Por&eacute;m,&nbsp; antes de come&ccedil;ar a discorrer sobre o assunto, gostaria de deixar claro que o objetivo aqui n&atilde;o &eacute; me aprofundar sobre teorias e t&eacute;cnicas de co-branding e muito menos convencer algu&eacute;m que tenha convic&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias &agrave;s minhas. &Eacute; s&oacute; a minha, digamos, opini&atilde;o.<br /><br />Pois bem. Comece a reparar em tudo ao seu redor e voc&ecirc; ir&aacute; encontrar o co-branding em v&aacute;rios lugares (f&iacute;sicos ou virtuais), produtos (bens dur&aacute;veis ou de consumo) e servi&ccedil;os. Desde algo que voc&ecirc; come at&eacute; o posto de gasolina que voc&ecirc; vai e tem aquela lojinha de conveni&ecirc;ncia, uma locadora e muitas vezes at&eacute; lavanderia; do sorvete com pedacinhos de chocolate dos alpes que voc&ecirc; toma, do detergente em p&oacute; com toque de amaciante que limpa sua roupa, a frigideira com aquele material especial que n&atilde;o deixa sua &ldquo;cria&ccedil;&atilde;o gastron&ocirc;mica&rdquo; grudar, o cart&atilde;o de cr&eacute;dito daquele supermercado (ou da concession&aacute;ria, da companhia a&eacute;rea ou do pr&oacute;prio posto de gasolina) que voc&ecirc; sempre faz compras, o computador que voc&ecirc; usa com componentes &ldquo;inside&rdquo;, o carro que voc&ecirc; dirige, o seu t&ecirc;nis de corrida com solado igual aos pneus automotivos, enfim, volto a dizer que o co-branding est&aacute; muito mais presente em nossa rotina do que imaginamos. At&eacute; mais que o &ldquo;s&oacute; amanh&atilde;&rdquo; que sempre vemos no intervalo do jornal. E tenho certeza de que voc&ecirc; se lembrou de muitas das marcas que citei a&iacute; em cima sem nem mesmo eu ter citado o nome. Muitas vezes o co-branding aparece de forma mais sutil e em outras n&atilde;o. Mas o fato &eacute; que esse tipo de estrat&eacute;gia est&aacute; t&atilde;o presente em nossa rotina di&aacute;ria que acabamos nem percebendo sua exist&ecirc;ncia. Um outro exemplo de co-branding que chegou recentemente ao nosso pa&iacute;s foi o Smart , fruto de uma joint venture entre a Mercedes-Benz e a Swatch. Al&eacute;m de &ldquo;esperto&rdquo;, o nome do carro significa Swatch Mercedes Art. Nessa parceria, cada empresa adicionou seus conhecimentos espec&iacute;ficos para criar um novo conceito de autom&oacute;vel urbano. E &eacute; exatamente a&iacute; onde eu queria chegar. Pelo lado das empresas, o co-branding teoricamente deve trazer dinheiro, share de mercado (ou penetra&ccedil;&atilde;o em novos mercados), transfer&ecirc;ncia de atributos, imagem e at&eacute; clientes fi&eacute;is de uma marca para outra. E pelo lado do consumidor, a sinergia e coopera&ccedil;&atilde;o entre duas marcas devem resultar em duas palavras bem importantes: novidade e relev&acirc;ncia. Agora me responda: qual a porcentagem de todos os exemplos acima s&atilde;o novidades e/ou relevantes pra voc&ecirc;? Tudo isso fez com que o co-branding se tornasse algo banal e a maioria das a&ccedil;&otilde;es passasse despercebida pelo consumidor.<br /><br />Durante meus estudos sobre o assunto, li um artigo no qual um especialista dizia que para fazer co-branding a regra n&uacute;mero um &eacute; que as duas marcas devem ser reconhecidas por seus valores. Leia-se a&iacute; marcas maiores, globais, mais estabelecidas. Adoro pensar em como poderia quebrar certas regras. Talvez achar que ter uma marca global &eacute; o suficiente seja um engano. E se estiv&eacute;ssemos falando de uma microrregi&atilde;o, j&aacute; que a regionaliza&ccedil;&atilde;o do marketing &eacute; muito importante e o hyperlocal - valoriza&ccedil;&atilde;o do consumidor por produtos e servi&ccedil;os locais gra&ccedil;as ao fortalecimento das comunidades de nicho - &eacute; uma tend&ecirc;ncia que se torna mais forte a cada dia que passa? N&atilde;o estou dizendo que a Mercedes e a Brazilian Boat deveriam desenvolver um carro anf&iacute;bio (ou um barco terrestre, at&eacute; mesmo por achar o case do Smart genial) s&oacute; para a cidade de S&atilde;o Paulo. O que digo aqui &eacute; que as empresas menores poderiam, sim, se aproveitar dessa tend&ecirc;ncia inclusive para blindarem o mercado em que atuam contra as &ldquo;marcas globais&rdquo;. J&aacute; que para ser regional requer maiores esfor&ccedil;os para quem &eacute; grande, para quem n&atilde;o &eacute; poderia ser uma boa solu&ccedil;&atilde;o. Voc&ecirc; pode estar pensando como fica se sua marca ainda n&atilde;o tem os tais valores devidamente reconhecidos. Mas ser&aacute; que essas empresas que t&ecirc;m feito o co-branding sem gra&ccedil;a n&atilde;o est&atilde;o olhando demais para os pr&oacute;prios umbigos e de menos para as necessidades das pessoas? Por que n&atilde;o fazemos o caminho inverso e, atrav&eacute;s das necessidades identificadas, criamos produtos ou servi&ccedil;os regionais de co-branding que sejam realmente relevantes para os nossos consumidores (atuais e novos que surgir&atilde;o) e diferentes do que a concorr&ecirc;ncia poderia oferecer? Assim, al&eacute;m de mostrarmos os nossos valores, n&atilde;o poder&iacute;amos cavar e criar novos? Enfim, &eacute; assunto pra voc&ecirc; vir at&eacute; aqui na WOW! , tomar um caf&eacute; e conversar com a gente.<br /><br />Ps: se vier logo ainda temos panetone Bauducco com gotas de chocolate Hershey&rsquo;s pra acompanhar o caf&eacute;.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=14#14</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Rodrigo Poersch - Diretor de Criação</title><description><![CDATA[<p><strong>Voc&ecirc; vive em uma ditadura e n&atilde;o sabe<br /><br /></strong>Ao longo da nossa tumultuada hist&oacute;ria, j&aacute; tivemos a infelicidade de conhecer diversos regimes ditatoriais. E, como pudemos observar, as ditaduras variam em cor, forma e intensidade. Mas todas elas possuem um aspecto em comum: s&atilde;o sustentadas pela mesma base. Todo regime autorit&aacute;rio ergue-se sobre 3 pilares: o controle, a propaganda e a repress&atilde;o.<br /><br />Felizmente, o &uacute;ltimo governo autorit&aacute;rio que tivemos foi banido deste pa&iacute;s h&aacute; alguns anos. Desse mal, aparentemente n&atilde;o sofremos mais. Aparentemente. Porque, se voc&ecirc; parar para pensar, vai notar que os regimes ditatoriais ainda fazem parte da vida de quase todos n&oacute;s. Basta olhar &agrave; sua volta. Se voc&ecirc; estiver lendo esse artigo no trabalho, vai entender perfeitamente do que estou falando. A sua empresa &eacute; uma ditadura.<br /><br />Meu racioc&iacute;nio &eacute; simples. As bases que sustentam uma organiza&ccedil;&atilde;o empresarial s&atilde;o aquelas mesmas citadas l&aacute; em cima. O controle &eacute; representado pelos cart&otilde;es-ponto, pelas c&acirc;meras de vigil&acirc;ncia, pela Internet vigiada, pelos e-mails vasculhados. N&atilde;o se iluda: se o seu chefe quiser (e ele quer), ele pode saber exatamente o que voc&ecirc; fez durante todo o tempo em que esteve na empresa.<br /><br />A propaganda fica por conta das campanhas de endomarketing. Elas est&atilde;o sempre nos dizendo que esse &eacute; o melhor lugar para trabalhar, que voc&ecirc; deve fazer a diferen&ccedil;a, que deve se orgulhar em trabalhar todos os dias com a barba bem feita e o sapato lustrado (uniforme tamb&eacute;m &eacute; coisa de ditador). Fora isso, o endomarketing tamb&eacute;m se encarrega de fazer com que voc&ecirc; tenha acesso somente &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es que interessam &agrave; empresa.<br /><br />As quest&otilde;es que ficam s&atilde;o: se o mundo tem tentado a todo custo se livrar das ditaduras, n&atilde;o seria prudente fazermos o mesmo em nossas empresas? Se at&eacute; hoje todos os regimes autorit&aacute;rios falharam, o mesmo n&atilde;o acontecer&aacute; com a companhia na qual voc&ecirc; trabalha? As empresas que t&ecirc;m obtido sucesso verdadeiro n&atilde;o s&atilde;o justamente aquelas que encontraram um outro modelo de gest&atilde;o?<br /><br />Ah, e antes que eu esque&ccedil;a, preciso falar sobre o terceiro pilar: a repress&atilde;o. Esse &eacute; bem f&aacute;cil entender. Basta pensar no que pode acontecer caso voc&ecirc; n&atilde;o se adapte &agrave;s ordens vigentes em sua empresa. Cortam-lhe a cabe&ccedil;a sem piedade.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=9#9</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Rodrigo Poersch - Diretor de Criação</title><description><![CDATA[<p><strong>Atendimento x Cria&ccedil;&atilde;o<br /><br /></strong>Dentro das ag&ecirc;ncias de propaganda, poucos h&aacute;bitos s&atilde;o mais not&oacute;rios do que a eterna briga entre atendimento e cria&ccedil;&atilde;o. No entanto, apesar de todos n&oacute;s convivermos com isso diariamente, poucas vezes paramos para pensar sobre as origens desse entrave. Parece-me que o motivo &eacute; um s&oacute;: cria&ccedil;&atilde;o e atendimento t&ecirc;m objetivos diferentes com rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho. Enquanto o atendimento procura satisfazer o cliente, os criativos pensam em agradar os outros criativos. Est&aacute; feito o n&oacute;.<br /><br />Para os profissionais de atendimento, n&atilde;o existe nada mais importante do que acertar o que o cliente quer. O acerto faz com que a rela&ccedil;&atilde;o fique boa, que o trabalho gire, que a ag&ecirc;ncia fature, que o chefe fique feliz e por a&iacute; vai. Por isso, todo atendimento vive ligado nas prefer&ecirc;ncias dos seus clientes. Se o cliente n&atilde;o gosta da cor verde, por favor, n&atilde;o me venham com layout verde. Se o cliente gosta de fotos com pessoas sorrindo, vamos logo procurar uma bela imagem no Shutter.<br /><br />Por outro lado, os criativos n&atilde;o est&atilde;o l&aacute; muito interessados nos gostos do cliente. Para n&oacute;s, o que importa de verdade &eacute; a opini&atilde;o dos nossos colegas de profiss&atilde;o. Esses mesmos que v&ecirc;m nos cumprimentar nas festas do mercado e que comp&otilde;em os j&uacute;ris dos festivais. Uma pe&ccedil;a de sucesso precisa resultar em tapinhas nas costas, e-mails elogiosos e coment&aacute;rios no twitter.<br /><br />Mas, no final das contas, qual dos dois lados &eacute; o certo? Nenhum. Ambos est&atilde;o errados. Isso porque o verdadeiro objetivo da propaganda n&atilde;o &eacute; agradar nem os clientes e nem o mercado publicit&aacute;rio. Nosso trabalho precisa cair nas gra&ccedil;as de um outro personagem que anda meio esquecido nos dias de hoje: o p&uacute;blico. Uma campanha que n&atilde;o gera emo&ccedil;&atilde;o alguma em seu p&uacute;blico n&atilde;o serve para nada. Por isso, na hora de pensar em um job, atendimentos e criativos devem deixar suas antigas convic&ccedil;&otilde;es de lado para tentar emplacar pe&ccedil;as que, de alguma forma, tenham impacto na vida das pessoas. Mesmo correndo o risco de n&atilde;o ganhar pr&ecirc;mio algum e nem a aprova&ccedil;&atilde;o do cliente.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=9#9</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Beto Ghidini - Diretor de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Voc&ecirc; assistiu &agrave; televis&atilde;o ontem?<br /><br /></strong>N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que algumas ag&ecirc;ncias est&atilde;o trocando o r&oacute;tulo embaixo da logo para &ldquo;ativa&ccedil;&atilde;o de marca&rdquo;. A maioria dessas ag&ecirc;ncias j&aacute; pendurou nas suas marcas os t&iacute;tulos de BTL, 360&ordm;, Comunica&ccedil;&atilde;o Integrada, entre outros. Bem pudera, as tradicionais ag&ecirc;ncias de propaganda s&oacute; podem ter perdido a m&atilde;o e est&atilde;o deixando a porta aberta para ag&ecirc;ncias mais agn&oacute;sticas, mais abertas a novidades, que fogem do tradicional e realmente est&atilde;o preocupadas em ser relevantes para os consumidores. Ag&ecirc;ncias preocupadas em transmitir uma mensagem significativa. Para defender esse ponto de vista, melhor explicar um pouco.<br /><br />O que veicula hoje na TV aberta, em geral, &eacute; muito ruim. Ontem tive o desprazer de perder algumas horas vegetando no sof&aacute; e numa atitude &ldquo;homersimpsoniana&rdquo;, como o controle estava longe, n&atilde;o me dei o trabalho de mudar de canal em nenhum momento. Rede Globo, novela das&nbsp; 20h e Big Brother. Depress&atilde;o. Entre um bloco e outro a depress&atilde;o aumentava. Quando n&atilde;o era um calhau da programa&ccedil;&atilde;o, eram as ofertas arrasadoras que eu n&atilde;o podia perder. Os pre&ccedil;os imbat&iacute;veis e descontos que eu nunca tinha visto. Sem falar na promo&ccedil;&atilde;o que iria realizar meus sonhos.<br /><br />Me chama a aten&ccedil;&atilde;o a expectativa do anunciante. Ser&aacute; que ele acredita realmente, que eu (consumidor) - que n&atilde;o quero nem trocar o canal da TV - vou levantar o meu bumbum da cadeira e sair correndo para aproveitar as ofertas imperd&iacute;veis? Da alface &agrave; m&aacute;quina de lavar. S&oacute; at&eacute; amanh&atilde;. OK, s&atilde;o 22h30. Melhor correr. L&oacute;gico. Tudo bem, hip&oacute;tese 2: j&aacute; que eu n&atilde;o vou sair correndo agora, ser&aacute; que o anunciante acredita que eu vou me lembrar dele na hora de comprar alguma coisa, porque passa sete dias da semana me dizendo que seus pre&ccedil;os s&atilde;o arrasadores? Eu me lembro que as facas Ginsu cortam pregos, mas nunca comprei nenhuma na minha vida. Algu&eacute;m comprou?<br /><br />N&atilde;o quero chover no molhado dizendo que as campanhas e o posicionamento da Skol s&atilde;o excelentes, que a Renner faz um trabalho de varejo com filmes superbacanas, como o filme da cole&ccedil;&atilde;o de inverno que foi rodado em Londres. Nem falar dos hist&oacute;ricos filmes da Nike. Tamb&eacute;m n&atilde;o quero fazer um discurso panflet&aacute;rio e nost&aacute;lgico da propaganda oitentista. Mas &eacute; um fato que o consumidor perdeu o interesse pelo que veicula na TV. Aprendeu a identificar propaganda em instantes e foge disso com um simples toque no bot&atilde;o do controle remoto. Isso acontece porque a propaganda ficou chata. N&atilde;o entret&eacute;m, n&atilde;o diverte, n&atilde;o prende mais a aten&ccedil;&atilde;o. &Eacute; irrelevante.<br /><br />Por outro lado, &eacute; muito gratificante ver o sorriso no rosto do consumidor quando ele vai, por livre e espont&acirc;nea vontade, num estande do Botic&aacute;rio conhecer um produto novo. Quando degusta uma cerveja da Eisenbahn harmonizando com os queijos indicados pela marca. Quando navega num hotsite feito com todo o cuidado pelo Positivo. Quando compra pe&ccedil;as Volvo e tem certeza de estar tomando uma decis&atilde;o certa para o seu neg&oacute;cio. Enfim, quando tem envolvimento e paix&atilde;o pela marca. Isso tudo acontece longe de um controle remoto e longe de uma tela de TV.<br /><br />N&oacute;s (consumidores) ainda somos apaixonados pela caixa m&aacute;gica que habita nossos lares, todos sabemos quem &eacute; a mocinha da novela e o vil&atilde;o do Big Brother, mas tenho certeza que n&atilde;o fazemos a menor ideia de quanto custa o micro-ondas que est&aacute; em promo&ccedil;&atilde;o s&oacute; at&eacute; amanh&atilde;. &Eacute; uma pena que os 30&rdquo; deixaram de ser relevantes e passaram a ser uma l&aacute;stima.<br /><br />Sa&uacute;de e sucesso a todos.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=10#10</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Silvano Gurski - Programador</title><description><![CDATA[<p><strong>BBB + Twitter: O resultado vem da Internet<br /><br /></strong>N&atilde;o costumo acompanhar a grade da televis&atilde;o, e nem usar frequentemente o Twitter, mas nesse in&iacute;cio de ano me senti atra&iacute;do por um "fen&ocirc;meno" chamado BBB, e n&atilde;o apenas eu, mas milhares de pessoas que sequer assistem, ou acompanham o programa pela Globo tamb&eacute;m o fizeram: acompanhar o BBB atrav&eacute;s das redes sociais e Twitter.<br /><br />Isso porque o programa ganhou uma extens&atilde;o deveras interessante no Twitter, atrav&eacute;s do perfil do Boninho, diretor do programa. Uma estrat&eacute;gia interessante, pois se transformou em dois programas, um televisivo, apresentado na Globo e outro "virtual" muito mais discutido, interativo e din&acirc;mico, atrav&eacute;s da Internet.<br /><br />A habilidade de dire&ccedil;&atilde;o do Boninho ficou evidente, tanto no meio televisivo quanto na utiliza&ccedil;&atilde;o de seu Twitter para criar pol&ecirc;micas, coment&aacute;rios, audi&ecirc;ncia e mostrar que o programa tem muito da sua personalidade.<br /><br />Durante essa edi&ccedil;&atilde;o, os usu&aacute;rios do Twitter puderam reclamar, denunciar falhas em provas, protestar, dar palpites e at&eacute; conversar diretamente com o diretor, fazendo que se sentissem parte do programa, como se estivessem participando ativamente das edi&ccedil;&otilde;es, decis&otilde;es e resultados.<br /><br />Esse posicionamento do Boninho no Twitter atraiu um outro tipo de p&uacute;blico, bem diferente do habitual das edi&ccedil;&otilde;es anteriores, o que gerou alguns resultados surpreendentes nas vota&ccedil;&otilde;es decisivas do programa. E a cada Pared&atilde;o, recordes de votos foram batidos, principalmente pela Internet.<br /><br />E a import&acirc;ncia da Internet no sucesso dessa edi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se deu apenas na participa&ccedil;&atilde;o de Boninho no Twitter, as inscri&ccedil;&otilde;es, ao contr&aacute;rio dos outros anos, se deram na sua maioria pela Internet, e alguns dos participantes, como Serginho e Tess&aacute;lia tamb&eacute;m tiveram seus 15 minutos de fama na rede antes de serem selecionados para participar do programa.<br /><br />A Internet provou, nessa edi&ccedil;&atilde;o, que &eacute; um complemento poderoso para as m&iacute;dias tradicionais e vice-versa. Afinal a audi&ecirc;ncia de ambas &eacute; poderosa, mas n&atilde;o basta jogar as informa&ccedil;&otilde;es na rede, elas devem ser manipuladas com estrat&eacute;gia e intelig&ecirc;ncia, para gerar coment&aacute;rios e estimular a intera&ccedil;&atilde;o de cada vez mais pessoas, assim como Boninho o fez nesse BBB e continuar&aacute; fazendo at&eacute; a pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o, que promete uma utiliza&ccedil;&atilde;o muito maior da Internet.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=15#15</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Roseli Hatamoto - Executiva de Contas</title><description><![CDATA[<p><strong>Minha m&atilde;e acha que ainda vou crescer<br /><br /></strong>Cada um v&ecirc; um significado para a palavra crescimento. Algumas pessoas entendem crescimento como uma realiza&ccedil;&atilde;o profissional. Outros acham que crescimento precisa ser algo espiritual e n&atilde;o material. Um presidente, no entanto, quer que seu pa&iacute;s e seu povo cres&ccedil;am com sa&uacute;de e dinheiro no bolso (na teoria). Crescimento &eacute; relativo de acordo com o que cada um quer pra si durante uma vida. Nossas m&atilde;es, principalmente, esperam que a gente cres&ccedil;a, mas que nunca deixe de ser seus filhotinhos.<br /><br />Embora m&atilde;e seja tudo igual, s&oacute; mude o endere&ccedil;o, existem v&aacute;rios tipos de m&atilde;es. Existem as conservadoras, as liberais, as bravas, as de cora&ccedil;&atilde;o mole, as protetoras como nas novelas do Maneco, as otimistas. Bom, a minha m&atilde;e &eacute; do tipo otimista e vou explicar o porqu&ecirc;.<br /><br />Minha m&atilde;e &eacute; costureira. E, por sinal, uma &oacute;tima costureira. Ela mora com meu pai e meu irm&atilde;o no interior do Paran&aacute; e sempre que posso passo uns dias com eles. Esse "passo uns dias com eles" sempre me d&aacute; a oportunidade de explorar o dom da minha m&atilde;e e, por isso, levo uma mala extra cheia de roupas que precisam de um certo consertinho, ou de uma barra, ou de um bot&atilde;o que caiu. At&eacute; a&iacute; tudo bem, minha m&atilde;e &eacute; igual &agrave;s outras: faz tudo o que o filho precisa para se sentir "indispens&aacute;vel".<br /><br />Algumas vezes eu n&atilde;o entendia porque ela apertava ou fazia a barra de uma cal&ccedil;a e deixava sobras. As mulheres ir&atilde;o entender melhor isso, mas essas sobras deixam, por exemplo, a barra da cal&ccedil;a pesada, parecendo que tem chumbinho. Um dia, pedi para minha m&atilde;e tirar essas sobras para deixar a roupa mais leve e sabe o que ela me disse?! "Filha, vai que voc&ecirc; cresce e depois tem que soltar a barra?".<br /><br />Nessa hora, fiquei olhando pra ela sem saber se era piada ou se era s&eacute;rio. Pelos olhares trocados, vi que ela falava s&eacute;rio e comecei a pensar: "s&oacute; minha m&atilde;e mesmo pra achar que vou crescer nessa altura do campeonato". Bom, crescer na horizontal pode acontecer, faz parte dos anos que a gente conquista na nossa vida, da "experi&ecirc;ncia". Mas crescer na vertical, imposs&iacute;vel!<br /><br />O ponto que gostaria de chegar depois dessa hist&oacute;ria, &eacute; que &agrave;s vezes as marcas, ou melhor, as m&atilde;es das marcas, nesse caso "donos" ou "presidentes", precisam ver que chegar&aacute; uma hora que n&atilde;o ir&atilde;o mais crescer na vertical, que o mercado n&atilde;o comporta mais esse crescimento por "n" fatores relacionados a tamanho, a nicho, a concorr&ecirc;ncia, a potencial. Mas que &eacute; poss&iacute;vel crescer na horizontal, criar um outro produto, uma outra necessidade, ou outra demanda que poder&aacute; faz&ecirc;-las crescer de outra forma.<br /><br />Um exemplo disso &eacute; o mercado aliment&iacute;cio. J&aacute; viram como os supermercados ficam maiores? Por que eles aumentam tanto se no final arroz &eacute; arroz e feij&atilde;o &eacute; feij&atilde;o? Pois &eacute;, eles crescem porque a variedade de produtos se torna maior a cada ano. Arroz &eacute; arroz, mas existe um arroz ideal para cada paladar e para cada prato. Isso faz com que a &aacute;rea relacionada &agrave;quele produto abra novas portas para um novo mercado e para um crescimento de um novo nicho. Essa &eacute; a tend&ecirc;ncia de crescimento para todos os produtos, tanto aliment&iacute;cio, bens de consumo, como servi&ccedil;o.<br /><br />Para uma marca, crescimento &eacute; proje&ccedil;&atilde;o, &eacute; estrat&eacute;gia a curto e longo prazos. &Eacute; visualizar que dentro de um certo nicho n&atilde;o h&aacute; mais para onde crescer, mas h&aacute; como inovar e criar uma nova demanda. E para alcan&ccedil;&aacute;-la, pode-se usar diversas ferramentas. Pode ser uma mudan&ccedil;a na embalagem, um novo sabor, um novo formato, um novo comportamento, uma nova experi&ecirc;ncia.<br /><br />Assim como um produto de prateleira, as m&atilde;es n&atilde;o podem esperar que a gente cres&ccedil;a na vertical, mas podem torcer para que comprem nossas ideias e nos leve no carrinho de compras.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=16#16</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Gustavo Asth - Estagiário de Redação</title><description><![CDATA[<p><strong>O valor de uma boa hist&oacute;ria<br /><br /></strong>Uma adolescente experimenta seu primeiro suti&atilde; em frente ao espelho. Um tal de Fernandinho recebe elogios do chefe pelo bom gosto da camisa. Um homem sentado em sua poltrona fala e gesticula simpaticamente sobre sua marca favorita de geladeira. Esses s&atilde;o trechos de comerciais memor&aacute;veis que, n&atilde;o por acaso, foram escolhidos pela ABAP e ABA para figurar numa recente campanha sobre a propaganda brasileira. O que esses comerciais t&ecirc;m em comum? Eles nos envolvem, emocionam, fazem rir. E para isso, lan&ccedil;am m&atilde;o de um artif&iacute;cio muito valioso: o poder de uma boa hist&oacute;ria.<br /><br />Em nosso cotidiano, temos contato com todo tipo de hist&oacute;ria. Seja nos filmes de cinema, livros, videogames ou at&eacute; em uma simples conversa de bar, elas sempre nos trazem algum tipo de benef&iacute;cio. Pode ser um sorriso, uma li&ccedil;&atilde;o de vida ou qualquer outra coisa.<br /><br />Acontece que algumas hist&oacute;rias s&atilde;o t&atilde;o bem contadas que nos fazem sentir parte dela. E a partir do momento que nos envolvemos com o enredo e nos identificamos com os personagens fica muito mais f&aacute;cil comprarmos sua mensagem. Eu disse comprar a mensagem? Bingo! &Eacute; isso que a boa hist&oacute;ria deve fazer na Propaganda. E o benef&iacute;cio que a hist&oacute;ria traz deve estar relacionado ao produto.<br /><br />Sabe aquele comercial inteligente que voc&ecirc; recebe por e-mail (ou twitter, orkut, facebook, etc.) e repassa inocentemente aos amigos? &Eacute; disso que estou falando. Voc&ecirc; compartilha o que acha interessante e o produto anunciado vai junto nessa onda.<br /><br />Um bom exemplo de campanhas que interagem e d&atilde;o o que falar s&atilde;o aquelas criadas para divulgar grandes produ&ccedil;&otilde;es cinematogr&aacute;ficas. Em geral elas pegam o universo do filme e expandem para outras m&iacute;dias, realizando a&ccedil;&otilde;es muito pertinentes (vale citar o caso dos novos TRON e Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas, ainda in&eacute;ditos no Brasil).&nbsp; O resultado desse tipo de a&ccedil;&atilde;o? Se&ccedil;&otilde;es de estr&eacute;ia sempre lotadas.<br /><br />&Eacute; claro que n&atilde;o &eacute; preciso ter enredo e produ&ccedil;&atilde;o hollywoodianos para vender plano de sa&uacute;de ou produtos de limpeza. Na verdade, muitas vezes a simplicidade &eacute; o que d&aacute; mais resultado. Ou voc&ecirc; n&atilde;o concorda com o sucesso daquela palha de a&ccedil;o com mil e uma utilidades e cujos comerciais traziam apenas uma bancada atr&aacute;s da qual um homem de terno contava sempre uma hist&oacute;ria bacana?</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=17#17</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Guilherme Silva - Diretor de Arte Júnior</title><description><![CDATA[<p><strong>O que voc&ecirc; tem feito com o seu talento?<br /><br /></strong>Tenho um processo de pensamento n&atilde;o muito linear que funciona mais ou menos assim: alguns assuntos ficam na minha cabe&ccedil;a num processo inconsciente de matura&ccedil;&atilde;o e, de uma hora para outra, como se meu c&eacute;rebro disparasse um gatilho, surge um racioc&iacute;nio derivado daqueles pensamentos, aparentemente, desconexos. Eu sempre tento desconstruir o racioc&iacute;nio para encontrar as raz&otilde;es que me fizeram chegar at&eacute; ele. O tema deste texto, por exemplo, s&oacute; surgiu na manh&atilde; de uma segunda-feira e me deixou profundamente incomodado, mas j&aacute; vinha se formando na minha cabe&ccedil;a h&aacute; alguns dias.<br /><br />Um certo dia na ag&ecirc;ncia, n&oacute;s est&aacute;vamos discutindo sobre um cartaz que eu tinha feito como tarefa de um curso. O direcionamento para a cria&ccedil;&atilde;o do cartaz era socioambiental, especificamente, energia.&nbsp; A ideia n&atilde;o era, nem de longe, a mais criativa e inovadora, mas a conversa tomou um caminho mais profundo do que esse. A discuss&atilde;o era se esses materiais de cunho social, que visam a uma mudan&ccedil;a de pensamento e geralmente surgem de um projeto pessoal, quase art&iacute;stico, causam algum impacto. Se eles realmente trazem algum tipo de resultado ou se n&atilde;o passam de papinho de professor universit&aacute;rio metido a revolucion&aacute;rio.<br /><br />Alguns dias depois, eu estava em casa conversando com a minha irm&atilde; g&ecirc;mea, que cursa Direito. Eu costumo tirar sarro porque ela, como todo estudante de Direito, depois que come&ccedil;ou a ler o Vade Mecum, ficou com seu vocabul&aacute;rio mais erudito e cheio de palavras que, para a maioria das pessoas, n&atilde;o quer dizer nada. A piada era que ela n&atilde;o passava de uma "advogadinha escrota" e que n&atilde;o sabia o que estava falando. N&atilde;o que eu pense isso sobre os advogados, &eacute; s&oacute; uma brincadeira entre irm&atilde;os. Mas a resposta dela foi muito inteligente: " E voc&ecirc; que passa o dia inteiro desenhando no Paint. E a Andrea (minha outra irm&atilde;, que cursa Nutri&ccedil;&atilde;o) que passa o dia separando arroz".<br />Na segunda-feira em que acordei incomodado, eu me perguntava se estava fazendo alguma coisa valiosa, al&eacute;m de ter ideias para que grandes empresas motivem seus funcion&aacute;rios, vendam mais perfumes ou fa&ccedil;am o consumidor escolher uma marca de cerveja artesanal no ponto de venda.<br /><br />Nada contra tudo isso, mas a grande quest&atilde;o &eacute;: o que n&oacute;s temos feito com aquilo que sabemos fazer de melhor?<br /><br />A nossa profiss&atilde;o tem algo que me fascina. &Eacute; esse poder que as nossas ideias t&ecirc;m de persuadir, encantar e emocionar as pessoas. Mas, em algum momento desta nossa rotina, esquecemos da for&ccedil;a do nosso trabalho e ligamos o autom&aacute;tico. A preocupa&ccedil;&atilde;o com o faturamento, a verba, o prazo, a ideia genial para ganhar Cannes nos deixam insens&iacute;veis para pensar com quem estamos lidando: pessoas.<br /><br />&Eacute; claro que a minha irm&atilde; sabe que eu n&atilde;o fico o dia inteiro desenhando no Paint e que a Andrea n&atilde;o separa arroz. Advogados e Nutricionistas v&atilde;o lidar com a mesma pessoa que compra o produto &ldquo;x&rdquo; e utiliza o servi&ccedil;o &ldquo;y&rdquo;.<br /><br />N&oacute;s podemos fazer muito mais por essas pessoas. E eu n&atilde;o estou falando daquele mutir&atilde;o que voc&ecirc; organiza no final do ano para arrecadar alimentos e brinquedos para o natal de uma comunidade carente.<br /><br />Ent&atilde;o, o que voc&ecirc; tem feito com o seu talento?</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=2#2</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Vania Mezzadri - Coordenadora de Operações</title><description><![CDATA[<p><strong>Maratona 36 horas:&nbsp;o Deus&nbsp;e o diabo moram nos detalhes.<br /><br /></strong>Analisar traslados terrestres e a&eacute;reos &eacute; interessante. Muitas empresas oferecem apenas o que sabem fazer, mas nem sempre o que o cliente deseja. Pensando em transporte o cliente deseja: seguran&ccedil;a, conforto, rapidez e custo benef&iacute;cio. O que &eacute; mais do que andar sobre duas ou quatro rodas.<br /><br />Nesses servi&ccedil;os temos pequenos detalhes e situa&ccedil;&otilde;es que podem criar uma demanda negativa e muitas vezes o principal, que &eacute; atender e entender clientes, &eacute; esquecido, principalmente na &aacute;rea de servi&ccedil;os.<br />Meu dia come&ccedil;ou &agrave;s 9h de quinta-feira, quando chamei um t&aacute;xi. O telefone tocou poucos segundos e logo fui atendida. A voz simp&aacute;tica do outro lado da linha me confortou dizendo: &ldquo;Bom dia Sra. Vania, o seu t&aacute;xi est&aacute; a caminho.&rdquo; Passou no m&aacute;ximo 5 minutos e ele interfonou. Mal deu tempo de terminar meu make do dia.<br /><br />A caminho do aeroporto o taxista trocou algumas palavras comigo e sintonizou a r&aacute;dio em uma esta&ccedil;&atilde;o compat&iacute;vel com minha idade e visual. Achei o m&aacute;ximo! Olhei no canhoto do cheque-t&aacute;xi e n&atilde;o tinha nenhuma refer&ecirc;ncia ao atendimento, &agrave; rapidez, mas a informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas: frotas com x carros, carros equipados com ar-condicionado, presentes em v&aacute;rias cidades. Respondi a pergunta sobre a qualidade do atendimento, obviamente com um excelente. Prefiro pensar que ele teve um bom treinamento comportamental. Ponto positivo &agrave; variabilidade.<br /><br />Cheguei ao aeroporto, fui at&eacute; a ag&ecirc;ncia de viagem retirei meu check-in previamente realizado. Parecia um dia perfeito. Ao passar no raio &ndash; X, olhei para o bilhete e nada de port&atilde;o. Ser&aacute; que tudo anda t&atilde;o imprevis&iacute;vel que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel verificar o port&atilde;o de embarque? Enfim, papo para outro artigo. Entrei no avi&atilde;o, sentei na janela como de costume, a tela desceu para dar as instru&ccedil;&otilde;es de v&ocirc;o e, no primeiro filme, come&ccedil;ou a falhar. Logo aquele frio na barriga intang&iacute;vel, por mais &ldquo;normal&rdquo; que seja, &eacute; desagrad&aacute;vel ver um equipamento simples falhando, quando voc&ecirc; est&aacute; a caminho do c&eacute;u. Enquanto alguns dormiam, liam jornal, eu sentia o frio na barriga.<br /><br />Saindo do c&eacute;u cinza de Curitiba a caminho do azul do Rio de Janeiro. Esqueci a tela chuviscando, quando chegou o servi&ccedil;o de bordo, um lanche quentinho, tangibilizando o conforto e o cuidado.<br /><br />Pousa avi&atilde;o, sobe escada, desce escada, pega mala, todos os passageiros sincronizados pensando em seus neg&oacute;cios. Eu tamb&eacute;m.<br /><br />Outra companhia de t&aacute;xi, o pagamento foi &aacute;gil, o caminho at&eacute; o t&aacute;xi tamb&eacute;m. No trajeto para o hotel, o motorista mal olhou para mim, fechou as janelas, ligou o ar e seguiu rumo. Chegando ao hotel me devolveu o recibo. Eu levantei, peguei minhas malas, mochilas e caixas e adentrei a recep&ccedil;&atilde;o. Talvez o motorista n&atilde;o tivesse percebido o servi&ccedil;o prestado, mas como n&atilde;o posso separ&aacute;-lo da companhia, da pr&oacute;xima vez vou ao guich&ecirc; concorrente. Talvez tenha mais sorte.<br /><br />Coloquei um modelito Rio de Janeiro e fui dar um treinamento. Desta vez, o servi&ccedil;o de transporte foi o melhor poss&iacute;vel: a carona de uma amiga.<br />Voltei do treinamento &agrave;s 19h, comi qualquer coisa. &Agrave;s 24h sa&iacute; para a montagem do evento. Dormi 40 minutos entre 4h e 4h40. Finalizei a montagem, retornei ao hotel, tomei um banho, caf&eacute;. Voltei ao evento, tudo aconteceu como o esperado.<br /><br />Enfim: 16 horas de sexta-feira.<br /><br />Fui direto ao aeroporto, louca para adiantar meu v&ocirc;o para S&atilde;o Paulo, marcado para as 20h05. Afinal, Rio &gt; S&atilde;o Paulo tem v&ocirc;os de uma em uma hora. Solicitei &agrave; atendente e ela adiantou. Na hora fiquei feliz, porque o cansa&ccedil;o era tamanho e n&atilde;o me atentei que a diferen&ccedil;a era de somente 20 minutos.<br /><br />Ser&aacute; que n&atilde;o havia lugar dispon&iacute;vel ou ser&aacute; que minha passagem era do tipo &ldquo;baratinha&rdquo;? &Agrave;s vezes &eacute; dif&iacute;cil mensurar como um servi&ccedil;o pode ser t&atilde;o perec&iacute;vel. &ldquo;Ah se eu tivesse chegado 10 minutos antes&rdquo;. Desiludida e vencida, olhei para o bilhete e cad&ecirc; o port&atilde;o de embarque? Sentei em qualquer banco e fiquei ali das 16h &agrave;s 19h00, observando humanos. Em minutos, estava dentro do avi&atilde;o olhando a tela tr&ecirc;mula. Quando chegou o lanche quentinho, foi como uma bomba de carinho.<br /><br />Feliz, pousei em S&atilde;o Paulo. Enfrentei a fila do t&aacute;xi. Rapidamente, fui levada ao carro. Em poucos minutos, cheguei ao hotel. Acho que cochilei no percurso. Nem percebi a esta&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio, o modo de condu&ccedil;&atilde;o do motorista. Mas quando ele me deu &ldquo;Boa Noite, Senhora&rdquo; foi como o tocar dos sinos. Finalmente, estava no Hotel. Tomei um banho e... fui escutar um bom jazz e tomar um chope gelado. Afinal, a gente n&atilde;o nada para morrer na praia.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=18#18</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Beto Ghidini - Diretor de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Coma mais fast food<br /><br /></strong>Uma vez o mundo j&aacute; esteve apoiado sobre uma tartaruga gigante, um elefante, sei l&aacute; que diabos. No final do horizonte, tinha um precip&iacute;cio. O sol girava em volta do planeta. Sabe l&aacute; mais o que j&aacute; foi e ainda vai ser teorizado. Em 2005, Thomas Friedman disse mais uma vez que o mundo era plano. Um tempo depois Richard Florida disse que isso n&atilde;o tinha nada a ver e que na verdade era cheio de picos e vales.<br /><br />A grande realidade &eacute; que o mundo ficou bem pequenininho. Em menos de 24h, voc&ecirc; consegue cruzar o planeta. &Eacute; s&oacute; entrar na m&aacute;quina do tempo e decolar. Sofre um pouco voando na dog class, mas chega. Se tiver o azar de morar num dos vales do Florida, provavelmente seu tempo de conex&atilde;o vai fazer dobrar o tempo de jornada, mas relaxe e aproveite pra ler, dormir e esticar as pernas um pouco.<br /><br />Mas essas dist&acirc;ncias curtas podem deixar o mundo mais chato. Cada vez mais igual, sem seus sabores e cores regionais. Na China, t&aacute; bom, l&aacute; &eacute; covardia, mas vai... Os caras t&ecirc;m um prato feito com p&ecirc;nis de diversos animais: cachorro, veado, carneiro. Seja qual for o bicho, o bilau vai pra panela. &Eacute; um prato louco, parece um fondue, tanto na forma como no ritual. E os chineses ainda dizem que o cozido de pipi de bicho &eacute; afrodis&iacute;aco. Uma iguaria. Boa parte dessa gastronomia ex&oacute;tica reside na imagina&ccedil;&atilde;o de que voc&ecirc; incorpora os &ldquo;poderes&rdquo; de tudo que come. Ou algo assim. Mas para muitos povos orientais, a culin&aacute;ria europ&eacute;ia &eacute; repugnante. Alimentos fermentados e podres, como os queijos azuis s&atilde;o t&atilde;o nojentos na cabe&ccedil;a dos chineses quanto guisado de p&ecirc;nis pode parecer pra gente.<br /><br />Excluindo o car&aacute;ter espiritual da culin&aacute;ria dos &ldquo;restos&rdquo;, outro fato pelo qual se comia de tudo era a necessidade. E isso n&atilde;o fica s&oacute; com os chineses. Espanh&oacute;is s&atilde;o, at&eacute; hoje, malucos por v&iacute;sceras e mi&uacute;dos. Era comum entre as culturas comer todas as partes de um animal e aproveitar at&eacute; a carca&ccedil;a. Mas alguns desses h&aacute;bitos aos poucos est&atilde;o morrendo.<br /><br />Por que comprar um p&eacute; de boi se voc&ecirc; pode comer um belo fil&eacute;? A produ&ccedil;&atilde;o massificada de tudo e a melhoria dos padr&otilde;es de vida da classe m&eacute;dia mundial v&ecirc;m generalizando nossos h&aacute;bitos de consumo e nossa cultura. Empresas globais, por mais que tentem, s&atilde;o globais, ponto. S&atilde;o &uacute;nicas e imp&otilde;em seu ritmo, suas vontades, seus valores, suas cren&ccedil;as, sua cultura. Essa &eacute; a coloniza&ccedil;&atilde;o moderna. E a&iacute;, a valoriza&ccedil;&atilde;o do produto da terra est&aacute; indo pras cucuias. Seja na imposi&ccedil;&atilde;o dos gigantes estrangeiros ou na ado&ccedil;&atilde;o dos modelos pelo ambiente colonizado.<br /><br />Felizmente, ainda existem culturas a favor da prata da casa, como o Guolizhuang de Pequim. Mas isso tamb&eacute;m &eacute; uma realidade em outros pa&iacute;ses. Um canadense faz quest&atilde;o de pagar mais por um produto local. Na It&aacute;lia, h&aacute; uma discuss&atilde;o no congresso sobre impostos e a valoriza&ccedil;&atilde;o dos produtos Made in Italy. E aqui no Brasil, o que seria genuinamente local? O futebol ingl&ecirc;s? A feijoada africana? Eu acho que &eacute; a pinga. Gosto muito. Papo pra outra hora.<br /><br />A culin&aacute;ria e a gastronomia s&atilde;o s&oacute; um exemplo de como a globaliza&ccedil;&atilde;o vem homogeneizando nossos h&aacute;bitos. Repare nos adolescentes de hoje. Seja no Brasil, na Fran&ccedil;a ou no Jap&atilde;o, eles todos ser&atilde;o muito parecidos, praticamente id&ecirc;nticos. Tanto nos seus modos quanto nos seus atos.<br /><br />Na pr&oacute;xima vez que voc&ecirc; passar na frente de um Mc Donald&rsquo;s, vai lembrar disso e prestar aten&ccedil;&atilde;o num dos fen&ocirc;menos mais significativos do s&eacute;culo XXI: a pasteuriza&ccedil;&atilde;o da cultura acontecendo a olhos nus.<br /><br />N&atilde;o pretendo experimentar a sopa de pinto e fico por aqui e com a minha pinguinha e uma boa pa&ccedil;oca brazuca.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=10#10</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Tarik Zaki - Estagiário de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Coletividade</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://pt-br.tinypic.com?ref=2zz8avs" target="_blank"><img src="http://i34.tinypic.com/2zz8avs.jpg" border="0" alt="Image and video hosting by TinyPic" width="496" height="162" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em muitos casos, pessoas compram marcas para se integrar a determinados grupos, tribos, ou, na mais sincera das op&ccedil;&otilde;es, porque t&ecirc;m dinheiro. A banaliza&ccedil;&atilde;o das marcas &eacute; um fato do cotidiano; facilmente encontramos indiv&iacute;duos das extremidades financeiras usando exatamente a mesma marca, claro, talvez n&atilde;o produzida de maneira equivalente, mas ambos procuraram se identificar com a mesma mensagem que a marca passa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Baseado nas falas do Calvin, procurei canalizar a aten&ccedil;&atilde;o do leitor para essa individualidade que as pessoas buscam ao preferir a marca A ou B. Na verdade, acredito que muitas pessoas compram produtos de marcas car&iacute;ssimas na tentativa de ganhar de brinde sua identidade. Talvez, como disse S&oacute;crates, dever&iacute;amos conhecer melhor a n&oacute;s mesmos, coisa que hoje em dia as marcas tentam nos passar atrav&eacute;s da prostitu&iacute;da ideia de que &ldquo;para ser algu&eacute;m, &eacute; preciso usar nossa marca&rdquo;. E curioso, - ou n&atilde;o - as pessoas aceitam, acreditam e pagam por e para isso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ousadia, sexualidade, humor, tudo vale quando o assunto &eacute; expressar algum sentimento ou emo&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico que usa a grife. At&eacute; quando as marcas v&atilde;o se preocupar majoritariamente em vender a identidade individual para cada um? Pessoas que t&ecirc;m oportunidade de comprar algo, mas n&atilde;o s&atilde;o suficientemente desenvolvidas no &acirc;mbito da conhecida intelig&ecirc;ncia emocional &ndash; ou seja, indiv&iacute;duos geralmente mais impulsivos &ndash; tendem, de fato, a procurar a base da sua pir&acirc;mide emocional nos acess&oacute;rios que usa ou nos bens que possui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ser&aacute; mesmo que a imagem vale mais que mil palavras? Muito repetido, esse &eacute; apenas mais um jarg&atilde;o comum que reafirma, nesse contexto, a ideia de que para ser algu&eacute;m, &eacute; preciso ter apar&ecirc;ncia em primeiro lugar. &Eacute; exatamente essa apar&ecirc;ncia que as marcas tentam (e conseguem) nos vender.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=19#19</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Beto Ghidini - Diretor de Atendimento</title><description><![CDATA[<p><strong>Promo$&atilde;o.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como diria minha m&atilde;e, j&aacute; com acento espanhol,&nbsp; &ldquo;Est&aacute; fazendo um frio que te cagas&rdquo;. Rid&iacute;culos 4 graus hoje de manh&atilde;. Enquanto escrevo esse texto sem gra&ccedil;a, na janela &agrave; minha frente o dia mais frio dos &uacute;ltimos 10 anos (segundo o Bom Dia Paran&aacute;) e uma chuva miser&aacute;vel l&aacute; fora. Aqui dentro jaquetas, cachec&oacute;is e, n&atilde;o tenham d&uacute;vida, algu&eacute;m est&aacute; de ceroulas. Os resfriados, gripinhas, tosses e espirros s&atilde;o inevit&aacute;veis. <br />Particularmente, adoro esse friozinho, &eacute; rom&acirc;ntico, aconchegante e excelente para comer bem e poder se enfiar embaixo do cobertor at&eacute; derreter na frente da TV. Al&eacute;m de mim, deve ter um monte de gente que sente no inverno mais do que o vento gelado. &Eacute; hora para ganhar uma graninha. Do camel&ocirc; que vende sombrinhas na garoa &agrave;s grandes redes de magazine. Sem falar que sempre tem algu&eacute;m querendo comprar um xarope ou o &uacute;ltimo lan&ccedil;amento em antigripal e a&iacute; as farm&aacute;cias arrebentam.</p>
<p><br />Como eu, quem j&aacute; acompanhou mais de perto vai entender, o varejo farmac&ecirc;utico &eacute; um tanto quanto peculiar, principalmente aqui em Curitiba, onde o mercado &eacute;, literalmente, uma zona. Se numa zona a gente v&ecirc; as situa&ccedil;&otilde;es mais esdr&uacute;xulas poss&iacute;veis, ontem tive o prazer de conferir ao vivo e a cores o circo dos horrores.</p>
<p><br />Sem nenhum pudor &agrave; cr&iacute;tica:<br />Na Manoel Ribas,esquina com a Jacarezinho estava rolando uma esp&eacute;cie de inaugura&ccedil;&atilde;o de uma nova farm&aacute;cia onde antes havia sido uma Minerva, que havia sido uma Drogamed, que havia sido outra farm&aacute;cia qualquer antes disso. O horror come&ccedil;a pelo nome. Promo$&atilde;o imbat&iacute;vel. Pre$$o baixo sempre. Ou qualquer coisa desse tipo. S&oacute; consigo me lembrar do cifr&atilde;o e do splash na marca. Ah sim, isso &eacute; o nome do estabelecimento. N&atilde;o vou nem comentar as infinitas bexigas na fachada e o caos de stoppers, wobblers, placas e tantos outros penduricalhos que assombravam as g&ocirc;ndolas.</p>
<p><br />No lado de fora, um locutor com a voz do Lombardi anunciava aos quatro ventos as promo&ccedil;&otilde;es e vantagens de comprar &ldquo;s&oacute; agora e s&oacute; aqui&rdquo;. Um casal de an&otilde;es entretinha os pedestres, n&atilde;o sei bem fazendo o que, s&oacute; espero que eles tenham sido escolhidos por algum talento e n&atilde;o pelas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas. Mais perto da esquina a maravilha da genialidade. Um adolescente fantasiado de Tony Tiger &ndash; melhor achar que &eacute; um jovem do que outro an&atilde;o &ndash; ficava dan&ccedil;ando, rebolando, se chacoalhando e ponto. N&atilde;o fazia nada al&eacute;m disso.</p>
<p><br />E, pasmem, para o meu espanto, a farm&aacute;cia estava vazia. Isso, vazia. Quando eu percebi, confesso que fiquei com uma certa pena do esfor&ccedil;o do Lombardi, do casalzinho e do Tony Tiger, que estavam se esmerando em pelo inverno curitibano. Mas n&atilde;o fiquei com pena do dono do circo. Admiro a coragem e o empreendedorismo do camarada, mas n&atilde;o d&aacute; pra fazer as coisas desse jeito. O Tony j&aacute; ajudou a vender sucrilhos, cachorrinhos fofinhos a vender amortecedor, gordinhos engra&ccedil;ados a vender carro, mas tudo isso junto com splash e cifr&atilde;o na marca n&atilde;o d&aacute;.<br />Alguns neg&oacute;cios devem estar sorrindo com os 4 graus e a chuvinha que faz l&aacute; fora, mas o dono da tal loja deve estar confuso, sem saber identificar o que est&aacute; errado. &Eacute; uma pena, mas &eacute; realidade.</p>
<p><br />Mas eu, que gosto do frio, vou ficando por aqui e voando pra casa pra fazer uma bela sopa e assistir Santos e Vit&oacute;ria pela Copa do Brasil, afinal na linda Salvador deve estar fazendo uns bons 20 graus &agrave; noite. N&atilde;o &eacute; como Madri no ver&atilde;o, mas j&aacute; seria suficiente pra dona Joyce soltar alguma p&eacute;rola em bom portunhol.</p>
<p><br />Um beijo a todos,</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=10#10</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Gustavo Malucelli - Diretor de Arte Júnior</title><description><![CDATA[<p><strong>Marquei uma reuni&atilde;o com o Serpa. Mas ele n&atilde;o sabia.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na propaganda, n&atilde;o h&aacute; tempo para descanso. Pelo menos &eacute; isto o que tenho vivido na minha carreira at&eacute; agora. E isto &eacute; bom. Cria&ccedil;&atilde;o, ao contr&aacute;rio do que parece na faculdade, &eacute; muito trabalho e, principalmente, iniciativa.<br /><br />N&atilde;o existe m&aacute;gica na hora de criar. &Eacute; sentar, pensar, discutir e trabalhar. Claro, para qualquer processo criativo s&atilde;o usadas refer&ecirc;ncias - revistas, blogs, livros e qualquer outro lugar que voc&ecirc; consiga usar. Um dos blogs que frequento &eacute; o IdeaFixa. Tem muita refer&ecirc;ncia boa, e sempre aparece algum concurso bacana.<br /><br />Dias atr&aacute;s, me deparei com um concurso da Havaianas dentro deste Blog. O brief era bom: fazer uma ilustra&ccedil;&atilde;o para a sand&aacute;lia com o tema "Cores Urbanas". O j&uacute;ri era melhor ainda - um deles era o Marcello Serpa. "O Serpa!". Tive que encarar o desafio, mas o prazo era de propaganda. Fiz a ilustra&ccedil;&atilde;o em dois dias, pois vi o concurso apenas na reta final.<br /><br />Alguns dias depois, recebo um email: "Voc&ecirc;s participaram da sele&ccedil;&atilde;o Havaianas | IdeaFixa e se deram bem!". N&atilde;o acreditei. Foram 600 inscritos, do Brasil inteiro, e eu estava dentro da sele&ccedil;&atilde;o dos 50 melhores. Em casa, recebi o convite para o coquetel de premia&ccedil;&atilde;o, na loja conceito da Havaianas, localizada na Rua Oscar Freire. <br /><br />Embarquei para Sampa e chega a hora do coquetel. <br /><br />Realmente, uma festa refinada - espumantes e petiscos. Fot&oacute;grafos, jornalistas, pessoal bem vestido. As ilustra&ccedil;&otilde;es estavam todas expostas - v&atilde;o ficar l&aacute; um m&ecirc;s. O n&iacute;vel do trabalho era muito bom. Entre eles, ilustra&ccedil;&otilde;es do Marconi e do Didiu Rio Branco - e o melhor &eacute; que deu para pegar o portf&oacute;lio de praticamente 50 ilustradores (bons ilustradores). Um prato cheio para qualquer Diretor de Arte.<br /><br />Como j&aacute; disse pro pessoal aqui da cria&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o ganhei nenhum le&atilde;o em Cannes, e n&atilde;o foi dessa vez que conheci o Serpa (ele n&atilde;o foi na festa). Mas, a partir de uma iniciativa, encontrei reconhecimento - que, pelo menos na minha vis&atilde;o, &eacute; o que todos buscam em uma profiss&atilde;o.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://pt-br.tinypic.com?ref=6dxqj9" target="_blank"><img src="http://i55.tinypic.com/6dxqj9.jpg" border="0" alt="Image and video hosting by TinyPic" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><br />Obs: o t&iacute;tulo do post &eacute; do meu redator. Afinal, todo bom trabalho &eacute; feito em dupla. haha</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=20#20</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Rodrigo Poersch - Diretor de Criação</title><description><![CDATA[<p><strong>No Brasil, ser ECO &eacute; coisa de rico.</strong><br /><br />OK, voc&ecirc; &eacute; um sujeito bem-informado e sabe que todo o seu consumo tem impacto em nosso planeta. Por conta disso, tem vontade de consumir de maneira mais respons&aacute;vel. Quer dirigir um carro menos poluente, reduzir o consumo de &aacute;gua, equipar a sua casa com produtos ecologicamente corretos. Sinto muito mas, a n&atilde;o ser que voc&ecirc; seja rico, isso n&atilde;o vai ser poss&iacute;vel. N&atilde;o aqui no Brasil.<br /><br />Vejam o caso do mercado automobil&iacute;stico. Aqui, um Smart custa uns R$ 60 mil. Ou seja, ter carro que polui pouco &eacute; coisa de playboy. Na Europa, o carrinho custa modestos 9 mil Euros. Todo mundo pode ter.&nbsp; <br />Um piso ecol&oacute;gico, produzido com bambu, custa pelo menos o triplo de um piso normal. E a mesma equa&ccedil;&atilde;o vale para tudo: para a torneira que filtra &aacute;gua, o m&oacute;vel feito com madeira de demoli&ccedil;&atilde;o, a camiseta com tecido de fibra reciclada, o tomate org&acirc;nico, a televis&atilde;o que gasta menos energia. Como resultado, temos meia d&uacute;zia de pessoas achando que consomem de forma consciente, embora consumam em excesso, enquanto milh&otilde;es de brasileiros n&atilde;o conseguem fazer nada pelo bem do planeta.<br /><br />O problema &eacute; que, para a maioria das nossas empresas, ser ecol&oacute;gico &eacute; apenas um diferencial de mercado. Um selinho verde significa tr&ecirc;s vezes mais lucro em qualquer produto. E o planeta que se lixe. Poucas marcas percebem que, mais importante do que lucrar agora, &eacute; construir uma imagem a longo prazo. E nos dias de hoje, com os consumidores cada vez mais ligados, isso s&oacute; se faz com atitudes que gerem benef&iacute;cios verdadeiramente relevantes. Enquanto n&atilde;o pensarmos dessa forma, vamos ficar por aqui, assistindo aos europeus largarem na nossa frente mais uma vez.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=9#9</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Gustavo Pessoa - Atendimento</title><description><![CDATA[<div>
<div>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&Eacute; VIRAL, PESSOAL</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Beto, com 9 meses de atraso, a&iacute; vai o
meu artigo para o site da firma que voc&ecirc; me pediu na primeira semana
de Wow, foi mal mas eu estava sem inspira&ccedil;&atilde;o. Antes que voc&ecirc;s
desistam de ler, quero explicar o t&iacute;tulo: eu tamb&eacute;m tenho calafrios
e falta de ar quando  ou&ccedil;o falar nos termos viral e principalmente
flashmobs &ndash; quem viu a &uacute;ltima para o anivers&aacute;rio do meu querido
furac&atilde;o sabe do que estou falando. Acho que o termo flashmob deveria
ser sagrado depois daquela do Black Eyed Peas no show da Oprah, tipo
aposentar a camisa 10 de um time por onde um craque fez hist&oacute;ria.
Qualquer outra coisa depois disso &eacute; apenas uma aglomera&ccedil;&atilde;o idiota
de pessoas tentando fazer algo parecido e falhando sempre.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Agora explicando mesmo o porqu&ecirc; do
t&iacute;tulo: Na semana passada, nasceu meu primeiro filho. E meus 2 posts
no facebook sobre o pimpolho reuniram, entre coment&aacute;rios e curtidas,
179 amigos. Eu nunca tive Orkut e resisti anos ao facebook, estou l&aacute;
h&aacute; pouco mais de 1 m&ecirc;s. Mas esses n&uacute;meros pra mim foram
impressionantes. E vindos de quem vieram, me deram muita alegria e
passaram uma energia impressionantes. Cada um valeu por 1 milh&atilde;o de
views no youtube. Ent&atilde;o o Caetano pra mim &eacute; o maior fen&ocirc;meno da
internet de todos os tempos, porque acho que nenhum viral chegou
ainda a 179.000.000 de views. N&atilde;o tem pra Susan Boyle nem pro
mamilos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">E o que me deixou mais feliz foi
perceber que, mesmo nestes dias cada vez mais loucos que vivemos, em
que gostar virou curtir, seguir e check-inzar, os mega-hits pessoais
de cada um de n&oacute;s ainda t&ecirc;m seu espa&ccedil;o. Que pessoas param para
curtir o nascimento do filho de um amigo, ou a viagem, ou o
anivers&aacute;rio, ou qualquer outra coisa legal que valha a pena curtir.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">N&atilde;o vou falar aqui sobre cada uma das
179 pessoas acima, sen&atilde;o ficarei escrevendo pra sempre, mas a&iacute; vai
um pouco de algumas. O Guima, um de meus melhores amigos, que eu n&atilde;o
vejo mais t&atilde;o frequentemente quanto gostaria &ndash; o filho dele j&aacute;
tem mais de 2 anos e eu ainda n&atilde;o vi o muleke pessoalmente. Mas acho
que amigos de verdade s&atilde;o assim mesmo, podem ficar anos sem se falar
e quando se encontram n&atilde;o ficam de frescura e ressentimentos, mandam
logo um Vaitom&aacute;noseuc&uacute;aondevoc&ecirc;andouseufilhodaputa e v&atilde;o logo pro
primeiro bar encher a cara lembrando os velhos tempos. O Egg est&aacute;
nesse mesmo n&iacute;vel. E o Rica tamb&eacute;m, que mesmo do hospital com um
pneumot&oacute;rax me mandou o singelo coment&aacute;rio: &ldquo;parab&eacute;ns nego!&rdquo;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">O Maur&iacute;cio, meu ex-patr&atilde;o na Getz, um
dos melhores caras com quem j&aacute; tive a felicidade de trabalhar, de
brigar, de dar risada, e de aprender, e que tamb&eacute;m me mandou um
singelo: &ldquo;parab&eacute;ns, nego safado&rdquo;. O Stachon que vive em busca do
peeeiou perdido e toda a fam&iacute;lia TheGetz. O Andr&eacute;, que &eacute; um grande
amigo e chef bemlegaus. Todos os GD7s que tamb&eacute;m comentaram, Fuma&ccedil;a,
Magr&atilde;o, Jo&atilde;o Loco, Babu&iacute;no, Galinha, Z&eacute;, Paty, Melissa. Todos da
fam&iacute;lia tamb&eacute;m. Como disse uma amiga minha num discurso confuso
durante seu anivers&aacute;rio: &ldquo;obrigado meu pai e minha m&atilde;e por terem
me tido&rdquo;.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">E todos os outros grandes amigos que
n&atilde;o citei aqui, mas que tamb&eacute;m nem precisa. Se o Caetano chegar na
minha idade com esse n&uacute;mero e essa qualidade de amigos, eu sou o pai
mais orgulhoso do mundo. E se ele ainda for atleticano e curtir Iron
e AC/DC ao inv&eacute;s dos Restarts e Fiuks do futuro, a&iacute; eu serei o
orgulhoso King Size.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&Eacute; isso a&iacute;. Esse &eacute; o primeiro viral
pessoal de sucesso deste aprendiz de publicit&aacute;rio. E vai a&iacute; um
conselho: podem continuar gastando os minutos vendo os megahits
virais e flashmobs (aaaargh) do momento. Mas n&atilde;o esque&ccedil;am de gastar
tamb&eacute;m muitas horas curtindo os megahits pessoais de seus amigos e
de sua fam&iacute;lia. Pois como diz outro grande amigo meu, Mr. Gostovo
Ganso Guzi Schmitt, &Eacute; DISSO QUE VALE A VIDA!</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;"></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">P.S.  O servi&ccedil;o das barcas do Rio de
Janeiro tem muito a melhorar logo assim que a Ju Boquete se reabrir
porque l&aacute; ta rolando uma suruba onde rolam in&uacute;meras execu&ccedil;&otilde;es.</p>
</div>
</div>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/opiniao.php?id=21#21</link><pubDate></pubDate></item></channel></rss>
