<rss version="2.0"><channel><title>Novidades WOW! Comunicação</title><description>Fique pode dentro do que está rolando na agência</description><link>http://www.e-wow.com.br</link><copyright>Copyright (C) 2009 WOW! Comunicação.</copyright><item><title>Fabricio Almada - Grupo Positivo</title><description><![CDATA[<p><strong>Gerente de Marketing de Aquisi&ccedil;&atilde;o da Editora Positivo avalia o uso indiscriminado da Internet em campanhas publicit&aacute;rias.</strong><br /><br />Todo mundo est&aacute; na Internet e n&oacute;s, do Marketing, temos que acompanhar tudo que vem aparecendo. Por&eacute;m, n&atilde;o podemos ser levados pelo hype das novas tend&ecirc;ncias on-line e deixar de priorizar a efici&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es.<br /><br />Afinal, pensando &ldquo;temos que estar l&aacute; de qualquer jeito&rdquo; &eacute; que nascem a&ccedil;&otilde;es sem continuidade, blogs abandonados, sites sem atualiza&ccedil;&atilde;o, disparos de e-mail para bases ruins, lojas no Second Life que n&atilde;o foram pra frente, enfim, a&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o deram certo. Para cada a&ccedil;&atilde;o bacana no twitter vejo dez que n&atilde;o ir&atilde;o chegar aos 100 seguidores.<br /><br />O p&uacute;blico da Editora Positivo &eacute; heterog&ecirc;neo e tem car&ecirc;ncia de conte&uacute;do did&aacute;tico. Este conte&uacute;do &eacute; uma das formas de criarmos relacionamento com os profissionais da educa&ccedil;&atilde;o. Por isto, temos a&ccedil;&otilde;es de aquisi&ccedil;&atilde;o e relacionamento com clientes que s&atilde;o baseadas em conte&uacute;do did&aacute;tico em v&aacute;rias m&iacute;dias da internet.<br /><br />Para evitar o hype, talvez tenhamos que analisar as novas m&iacute;dias na internet da mesma forma que analisamos m&iacute;dia off-line, pois n&atilde;o vejo ningu&eacute;m desesperado para fazer um an&uacute;ncio em uma nova revista que foi lan&ccedil;ada, simplesmente porque &eacute; nova. Geralmente estas propostas s&atilde;o analisadas com todo tempo e crit&eacute;rio.<br /><br />A&iacute; entra o X da quest&atilde;o. H&aacute; uma percep&ccedil;&atilde;o por parte das empresas de que a internet &eacute; um meio mais barato de se atingir muitas pessoas. Por&eacute;m, para se fazer a&ccedil;&otilde;es eficientes na internet, o trabalho anterior e os custos s&atilde;o imensos, desde o investimento na plataforma de tecnologia, passando pela gera&ccedil;&atilde;o e higieniza&ccedil;&atilde;o da base at&eacute; a contrata&ccedil;&atilde;o de uma equipe dedicada para come&ccedil;ar e terminar uma estrat&eacute;gia. Isto sem falar de uma ag&ecirc;ncia que domine o ambiente digital.<br /><br />No final das contas, as empresas que t&ecirc;m capacidade de encontrar e se relacionar com o seu p&uacute;blico s&atilde;o as mesmas que t&ecirc;m sucesso em geral. A internet &eacute; mais uma m&iacute;dia, que devemos analisar antes de investir.<br /><br />Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 7, Ano 3.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=2#2</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Felipe Battistella - Volvo</title><description><![CDATA[<p><strong>Felipe Battistella, Gerente de Marketing da Volvo, comenta cen&aacute;rio econ&ocirc;mico atual.</strong><br /><br />O momento realmente &eacute; de incertezas e no segmento de transporte n&atilde;o poderia ser diferente. Somos sempre afetados quando h&aacute; alguma turbul&ecirc;ncia na economia, pois &eacute; um segmento que reflete diretamente a atividade econ&ocirc;mica do pa&iacute;s. Menos consumo significa menos produ&ccedil;&atilde;o, que resulta em menor quantidade de mercadorias para transportar e assim sucessivamente na cadeia produtiva.<br /><br />Por outro lado, &eacute; um momento onde podemos refletir mais sobre como estamos atuando em nosso neg&oacute;cio, de que forma estamos atendendo &agrave;s demandas do mercado e como poder&iacute;amos fazer melhor determinadas atividades. Em uma situa&ccedil;&atilde;o normal, o mercado j&aacute; &eacute; altamente competitivo e no momento atual exige ainda mais a diferencia&ccedil;&atilde;o, a capacidade de inovar e fazer melhor aquilo que o cliente espera de n&oacute;s.<br /><br />Quando avaliamos as atividades de marketing e comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tenho d&uacute;vidas de que a segmenta&ccedil;&atilde;o de clientes &eacute; ainda mais relevante nesse cen&aacute;rio. Os recursos s&atilde;o menores e as metas continuam elevadas. O neg&oacute;cio precisa ser sustent&aacute;vel e por isso n&atilde;o pode parar. Temos que achar alternativas que sejam extremamente assertivas e que tragam resultado com menos investimento.<br /><br />Por isso, entendo que a velha m&aacute;xima de fazer a oferta certa para o cliente certo no momento certo &eacute; a grande miss&atilde;o dos respons&aacute;veis pelo marketing na maioria das empresas atualmente.<br /><br />No entanto, para conseguir isso em curto prazo, ou seja, neste ano, &eacute; preciso ter constru&iacute;do esse caminho nos &uacute;ltimos anos. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel de uma hora para outra uma empresa decidir que trabalhar&aacute; de forma segmentada sua carteira de clientes e far&aacute; a&ccedil;&otilde;es mais direcionadas.<br /><br />Enfim, como mencionei antes, o momento tamb&eacute;m &eacute; de reflex&atilde;o, inclusive do que n&atilde;o se fez antes ou por que n&atilde;o se est&aacute; preparado para enfrentar isso agora. Bom para quem fez a li&ccedil;&atilde;o de casa na &eacute;poca da bonan&ccedil;a. Sorte nossa!<br /><br />Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 6, Ano 3.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=4#4</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Patrícia Checco - O Boticário</title><description><![CDATA[<p><strong>Gerente de Produto do O Botic&aacute;rio aborda a melhor forma para criar um relacionamento s&oacute;lido com o consumidor.<br /><br /></strong>A melhor maneira de criar uma rela&ccedil;&atilde;o mais s&oacute;lida com o consumidor &eacute; conhec&ecirc;-lo profundamente para saber qual a melhor forma e os meios mais adequados para impact&aacute;-lo.<br /><br />A pesquisa de opini&atilde;o &eacute; uma das formas de captar as reais necessidades do consumidor. Seu resultado n&atilde;o deve ser lido como uma verdade absoluta, e sim, servir de base para a tomada de decis&otilde;es estrat&eacute;gicas. Devemos saber ouvi-lo e traduzir estes desejos em produtos e mensagens. Depois de conhecer estas expectativas podemos direcionar melhor nossos investimentos, evitando desta forma a pulveriza&ccedil;&atilde;o que &eacute;, tanto para o cliente como para a ag&ecirc;ncia, o pior dos mundos: gastar-se a verba sem efic&aacute;cia.<br /><br />Por&eacute;m, mais do que conhecer o consumidor, o importante &eacute; fideliz&aacute;-lo atrav&eacute;s da comunica&ccedil;&atilde;o constante e coerente. Nossa mensagem deve permanecer em sua mente e no cora&ccedil;&atilde;o hoje e sempre.<br /><br />Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 2, Ano 1. <!--
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<p>&nbsp;</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=1#1</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Wagner Rover - Positivo Tecnologia Educacional</title><description><![CDATA[<p><strong>Gerente de Marketing do Positivo Tecnologia Educacional comenta sobre as formas de remunera&ccedil;&atilde;o das ag&ecirc;ncias de publicidade.<br /><br /></strong>Independentemente da forma de remunera&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso que as ag&ecirc;ncias estejam abertas a negocia&ccedil;&otilde;es diferentes, de forma que atendam &agrave;s duas partes e que, ao mesmo, mantenham o n&iacute;vel de trabalho desejado.<br /><br />&Eacute; natural que surjam novos modelos, pois a concorr&ecirc;ncia tem se intensificado e, muitas vezes, na ansiedade de manter um cliente ou at&eacute; mesmo de conquistar novos, as ag&ecirc;ncias tentam adequar-se ao que &eacute; melhor para cada um.<br /><br />O mesmo ocorre com o pr&oacute;prio varejo, onde muitas empresas que antes forneciam um determinado produto somente com pagamento &agrave; vista passam a fornec&ecirc;-lo sem custo por um determinado per&iacute;odo, para que o consumidor o utilize antes de decidir se vai comprar ou n&atilde;o. Essas s&atilde;o algumas das novas alternativas, pensando sempre em atrair o cliente.<br /><br />Em rela&ccedil;&atilde;o aos formatos tradicionais de honor&aacute;rios utilizados entre clientes e ag&ecirc;ncias, penso que possivelmente diminua o n&uacute;mero de rela&ccedil;&otilde;es que optem pro continuar com este modelo.<br /><br />O cen&aacute;rio atual, onde os investimentos em marketing est&atilde;o cada vez mais criteriosos, exige novas alternativas para viabilizar os trabalhos dentro da verba existente, respeitando os interesses dos clientes e fornecedores.<br /><br />Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 5, Ano 2.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=13#13</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Elaine munhoz - Condor Super Center</title><description><![CDATA[<p><strong>Gerente de Marketing do Condor Super Center avalia a atua&ccedil;&atilde;o das centrais de compras na aquisi&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia.<br /><br /></strong>A crescente e necess&aacute;ria busca por economia dentro das corpora&ccedil;&otilde;es tem feito com que express&otilde;es como &ldquo;cortar gastos&rdquo;, &ldquo;diminuir despesas&rdquo; e &ldquo;enxugar custos&rdquo; estejam cada vez mais presentes no nosso cotidiano. Enquanto que, por um lado, reduzir investimentos em marketing &eacute; suic&iacute;dio &ndash; sendo que em tempos bicudos &eacute; justamente quando temos que marcar presen&ccedil;a &ndash;, por outro lado economizar n&atilde;o &eacute; pecado, ainda mais com tantas novas possibilidades em comunica&ccedil;&atilde;o que surgem a cada ano e que nos desafiam &agrave; experimenta&ccedil;&atilde;o a todo o momento. E como dinheiro n&atilde;o d&aacute; em &aacute;rvore, economizar &eacute; uma forma de otimizar a verba e poder destinar recursos para outros meios.<br /><br />Trazer a negocia&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia e produ&ccedil;&atilde;o para dentro da empresa pode, &agrave; primeira vista, ter seus ganhos, afinal ter uma equipe dedicada exclusivamente a isso pode trazer agilidade, al&eacute;m da economia com a remunera&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia; entretanto, h&aacute; que se ponderar sobre a capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais envolvidos no processo, uma vez que comprar m&iacute;dia n&atilde;o &eacute; o mesmo que comprar canetas, assim como entender de veicula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa, necessariamente, entender de produ&ccedil;&atilde;o. O custo para montar e manter uma equipe especializada pode empatar a economia gerada no primeiro momento.<br /><br />Outro perigo &eacute; perder o foco ao trazer esse ac&uacute;mulo de tarefas para o departamento e acabar dividindo o tempo que deveria ser dedicado ao planejamento e implanta&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de marketing. Acredito que delegar &agrave; ag&ecirc;ncia tamb&eacute;m traz &agrave; empresa outros ganhos, uma vez que o volume e diversidade de clientes permitem &agrave; ag&ecirc;ncia mais afinidade com a tarefa, mais variedade de op&ccedil;&otilde;es de materiais e fornecedores, al&eacute;m de se manterem antenados &agrave;s novidades e tend&ecirc;ncias. A agilidade vai depender da estrutura que a ag&ecirc;ncia oferecer para esse atendimento.<br /><br />Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 8, Ano 3.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=15#15</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Giovani Girardi - VLB Engenharia</title><description><![CDATA[<p><strong>A perspectiva para 2010 &eacute; de grandes investimentos na infraestrutura do pa&iacute;s<br /><br /></strong>As grandes carteiras de projetos para o pa&iacute;s, como o PAC (Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento) e o pr&eacute;-sal, somadas &agrave; infraestrutura necess&aacute;ria para atender as demandas da Copa do Mundo e dos Jogos Ol&iacute;mpicos, devem contribuir para impulsionar a taxa de investimento no pa&iacute;s ao longo dos pr&oacute;ximos anos.<br /><br />Empresas do ramo de transportes, energia, telecomunica&ccedil;&otilde;es e saneamento ser&atilde;o as mais beneficiadas pelos investimentos.<br /><br />Os dois projetos mais aguardados pela iniciativa privada em 2010 s&atilde;o a usina hidrel&eacute;trica de Belo Monte e o trem-bala Rio-S&atilde;o Paulo, investimentos de R$ 16 bilh&otilde;es e R$ 34 bilh&otilde;es respectivamente. Belo Monte se destaca n&atilde;o s&oacute; pelo montante de investimento &ndash; empresas do setor privado que est&atilde;o se preparando para o leil&atilde;o prev&ecirc;em at&eacute; o dobro do valor estimado pelo governo &ndash; mas pela import&acirc;ncia no desenvolvimento do pa&iacute;s. Atualmente &eacute; o principal empreendimento do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC) do governo federal e, para ser totalmente conclu&iacute;da, a obra deve levar 10 anos.<br /><br />A usina localizada no rio Xingu, pr&oacute;ximo &agrave; cidade de Altamira, oeste do Par&aacute;, a 740 quil&ocirc;metros de Bel&eacute;m, ter&aacute; uma pot&ecirc;ncia de 11 GW, aumentando em cerca de 10% a pot&ecirc;ncia instalada nacional. Belo Monte, quando entrar em opera&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; a terceira maior usina do mundo, sendo a usina de Tr&ecirc;s Gargantas a maior hidrel&eacute;trica do mundo e Itaipu, respons&aacute;vel pela gera&ccedil;&atilde;o de 20% da energia nacional, a segunda.<br /><br />A &aacute;rea de energia &eacute; apenas um dos setores que necessitam de forte investimento para garantir o crescimento do pa&iacute;s, a perspectiva &eacute; de que o ano de 2010 marque uma nova arrancada dos investimentos em infraestrutura e na ind&uacute;stria de base no Brasil.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=16#16</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Vinicius H. Costa - O Boticário</title><description><![CDATA[<p><strong>Respons&aacute;vel pelo Trade Marketing do Botic&aacute;rio opina sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia pelas centrais de compra.</strong></p>
<p><br />Na interface com a &aacute;rea de Trade Marketing, cada vez mais o setor de Suprimentos assume um papel estrat&eacute;gico. Muito mais que negociar valores, esse parceiro interno nos auxilia desde a qualifica&ccedil;&atilde;o do fornecedor at&eacute; os comparativos em rela&ccedil;&atilde;o a custo-benef&iacute;cio alinhados com as melhores pr&aacute;ticas de mercado. &Eacute; claro que n&atilde;o podemos perder o foco em redu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis dos or&ccedil;amentos em eventos e comunica&ccedil;&atilde;o. Mas no Botic&aacute;rio, procuramos, sempre com a ajuda estrat&eacute;gica de Suprimentos, encontrar o melhor equil&iacute;brio entre adequa&ccedil;&atilde;o ao Briefing e valores tidos como limite or&ccedil;ament&aacute;rio. Ou seja, nem sempre nos balizamos pelo menor valor e sim pela proposta que, dentro de um teto or&ccedil;ament&aacute;rio e com o expertise de negocia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de Suprimentos, pode entregar o maior valor ao nosso target. Dessa forma, a &aacute;rea de Suprimentos nos auxilia nas decis&otilde;es, sem que isso cause nenhum tipo de morosidade ao processo, pelo contr&aacute;rio, traz isen&ccedil;&atilde;o e imparcialidade. Com as interfaces bem alinhadas, todos ganham. Empresa e fornecedores.<br /><br />Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 8, Ano 3</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=1#1</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Alysson H. Oikawa - Bhering Advogados</title><description><![CDATA[<p><strong>Marcas: a lei tamb&eacute;m valoriza a criatividade<br /><br /></strong>Qual &eacute; a import&acirc;ncia do registro e da prote&ccedil;&atilde;o legal de marcas? A resposta &eacute; sabida por qualquer executivo preocupado com a reputa&ccedil;&atilde;o de sua empresa perante a concorr&ecirc;ncia e os consumidores. A propriedade sobre a marca s&oacute; se adquire com o registro validamente concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI. O registro fornece exclusividade num determinado segmento mercadol&oacute;gico, garantindo a possibilidade de se coibir usos indevidos &ndash; a popular pirataria.<br /><br />Contudo, mais do que um ato de defesa, a prote&ccedil;&atilde;o legal de marcas deve ser encarada sob o aspecto de investimento. Marcas registradas motivam expectativas de lucros futuros, fator que pode determinar um aumento significativo no valor de mercado da organiza&ccedil;&atilde;o. As marcas legalmente protegidas tamb&eacute;m geram receitas: com a comercializa&ccedil;&atilde;o direta de produtos ou servi&ccedil;os, e por meio de licen&ccedil;as para seu uso por terceiros.<br /><br />Al&eacute;m de possibilitar maiores retornos sobre investimentos, algo que muitos n&atilde;o se d&atilde;o conta &eacute; que a marca registrada &eacute; legalmente considerada um bem m&oacute;vel. Como tal, pode ser &ldquo;alugada&rdquo; (licenciada), &ldquo;vendida&rdquo; (cedida), dada em garantia na obten&ccedil;&atilde;o de financiamentos e tamb&eacute;m penhorada em execu&ccedil;&otilde;es de d&iacute;vidas.<br /><br />Como o exerc&iacute;cio pac&iacute;fico de todas as prerrogativas relacionadas &agrave; marca s&oacute; vir&aacute; depois da concess&atilde;o do respectivo registro, as medidas para a prote&ccedil;&atilde;o legal devem ser tomadas com agilidade. Mas a &ldquo;cautela&rdquo; em proteger n&atilde;o deve se confundir com a &ldquo;pressa&rdquo; em registrar. No anseio de registrar qualquer coisa, o quanto antes, muitas empresas elegem marcas compostas de termos ou radicais gen&eacute;ricos, com reduzida for&ccedil;a legal. S&atilde;o exemplos como &ldquo;MAX&rdquo;, &ldquo;LINE&rdquo;, &ldquo;LUXO&rdquo; ou &ldquo;SUPER&rdquo;.<br /><br />Sinais gen&eacute;ricos poder&atilde;o ser registrados como marca quando forem revestidos de suficiente capacidade distintiva. Contudo, a prote&ccedil;&atilde;o s&oacute; recai sobre a forma original ou sobre o conjunto da marca, n&atilde;o sendo conferido qualquer direito exclusivo sobre o termo gen&eacute;rico de forma isolada. A concess&atilde;o de registro para esses tipos de marcas n&atilde;o impedir&aacute; terceiros de utilizar ou mesmo registrar outras com termos iguais ou semelhantes.<br /><br />Portanto, marcas legalmente fracas, que empregam elementos gen&eacute;ricos, enfrentar&atilde;o dificuldades em oferecer resist&ecirc;ncia a marcas similares posteriores. A marca posterior tamb&eacute;m se beneficiar&aacute; da possibilidade de coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica com marcas semelhantes dentro daquele ramo de atividades.<br /><br />Em alguns casos, as op&ccedil;&otilde;es escolhidas n&atilde;o possuir&atilde;o qualquer respaldo jur&iacute;dico, por configurarem sinais n&atilde;o registr&aacute;veis como marca. E depois de anos investindo numa marca indispon&iacute;vel, a empresa se v&ecirc; obrigada a abandon&aacute;-la por for&ccedil;a de medidas judiciais. Preju&iacute;zos com a cessa&ccedil;&atilde;o do uso indevido de marca e com o pagamento de indeniza&ccedil;&otilde;es podem ser desastrosos para a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia da empresa condenada.<br /><br />Assim, como o mercado em geral, a lei valoriza a criatividade. Se a marca &eacute; legalmente forte, consistindo em termo criativo ou sem rela&ccedil;&atilde;o com o segmento relevante, deter&aacute; melhores chances de impedir reprodu&ccedil;&otilde;es ou imita&ccedil;&otilde;es. Essas marcas t&ecirc;m mais capacidade de se imporem no mercado, tanto em rela&ccedil;&atilde;o ao reconhecimento dos consumidores, como em face de marcas similares promovidas por terceiros. Portanto, quanto maior for o poder distintivo de uma marca, maior ser&aacute; o seu valor como ativo integrante do patrim&ocirc;nio da empresa.<br /><br />* Alysson H. Oikawa &eacute; advogado especialista em propriedade intelectual do escrit&oacute;rio Bhering Advogados e mestre em direito pela University of Illinois.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=17#17</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Mauro Holzmann - Diretor de Novos Negócios  - Traffic</title><description><![CDATA[<p><strong>Mercados, torcidas, faturamento,resultados...<br /><br /></strong>J&aacute; escrevi sobre o processo de "europaliza&ccedil;&atilde;o" pelo qual o futebol brasileiro est&aacute; passando, deixando os clubes maiores cada vez maiores e os menores, encolhendo mais e mais. Volto ao assunto em fun&ccedil;&atilde;o da publica&ccedil;&atilde;o da mais recente pesquisa sobre o tamanho de torcidas, realizada pelo Instituto Datafolha. Esta pesquisa mostra uma concentra&ccedil;&atilde;o de torcedores em quatro grandes clubes do futebol brasileiro, sendo tr&ecirc;s deles do estado de S&atilde;o Paulo. Estes n&uacute;meros n&atilde;o podem apenas ser analisados sob o aspecto de popularidade, mas, principalmente, pelo que significam na potencializa&ccedil;&atilde;o de recursos para as agremia&ccedil;&otilde;es que os tem. Volto ent&atilde;o a alertar os clubes considerados m&eacute;dios e pequenos para a necessidade de uma correta comunica&ccedil;&atilde;o com a m&iacute;dia e, por &oacute;bvio, com seus torcedores, no sentido de faz&ecirc;-los entender a dificuldade cada vez maior na competi&ccedil;&atilde;o com os grandes.<br /><br />Vou exemplificar usando os n&uacute;meros de Coritiba e Atl&eacute;tico Paranaense, os dois maiores clubes do futebol paranaense, mercado que conhe&ccedil;o com profundidade. Juntos esses dois clubes n&atilde;o chegam a 1.8 milh&otilde;es de torcedores e, o mais preocupante, deste total menos de 25% tem grande interesse pelo seu time e dentro desse percentual est&atilde;o aqueles que consomem produtos do clube (esse dado est&aacute; na pesquisa). Isto significa que Atl&eacute;tico Paranaense e Coritiba juntos possuem apenas 450.000 pessoas respons&aacute;veis pelas receitas de seus times. Como ent&atilde;o ter audi&ecirc;ncia na TV para reivindicar maiores cotas na distribui&ccedil;&atilde;o dos valores advindos desta m&iacute;dia? Como conseguir patrocinadores para expor suas marcas com t&atilde;o pouca gente para v&ecirc;-las? Como melhorar as receitas com royaltes de uso das suas marcas se o mercado n&atilde;o compra os produtos que as usam? Como angariar valores significativos de s&oacute;cios se o universo de interessados &eacute; t&atilde;o insignificante? Finalmente, como ser competitivo sem recursos para fazer futebol de ponta?<br /><br />O futuro reserva aos clubes com o tamanho dos dois aqui citados o papel de meros coadjuvantes. Enfrentar esta realidade com coragem, compet&ecirc;ncia e ousadia, tentar modific&aacute;-la &eacute; um desafio para poucos.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=18#18</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Ana Whittaker - GVT</title><description><![CDATA[<p><strong>Ana Whittaker, Diretora de Comunica&ccedil;&atilde;o da GVT, aborda o uso de comunica&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o de marca.<br /><br /></strong>O papel fundamental da marca &eacute; diferenciar produtos, alavancar margens mais altas e gerar lucros. Por isso, a forma como constru&iacute;mos a marca tem que ser pensada de forma muito mais ampla do que aspectos relacionados &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e ao mix de ferramentas de marketing de que fazemos uso no dia a dia. A marca est&aacute; no centro da estrat&eacute;gia de neg&oacute;cio e deve ser um direcionador da cultura da empresa, da experi&ecirc;ncia que queremos propiciar a diferentes p&uacute;blicos, da forma como desenvolvemos e ofertamos nossos produtos e servi&ccedil;os.<br /><br />Uma marca forte, al&eacute;m de influenciar a decis&atilde;o de compra do consumidor, tem o poder de motivar funcion&aacute;rios, criando um sentimento de orgulho e pertencimento. E pode ajudar a formar parcerias com bons fornecedores e melhorar condi&ccedil;&otilde;es comerciais ao passar confian&ccedil;a e credibilidade. Marca n&atilde;o &eacute; apenas um &iacute;cone com um slogan atrelado, ela define a cultura da organiza&ccedil;&atilde;o, de como ela se relaciona com diferentes p&uacute;blicos e traduz a proposta de valor da empresa. E esta proposta de valor tem que ser entregue de forma integrada na campanha da TV, no ponto de vendas, no site, na a&ccedil;&atilde;o promocional, no script do atendente de telemarketing, na mala direta, nas redes sociais, na hora que o cliente recebe o servi&ccedil;o e paga por ele. Marca se constr&oacute;i em cada intera&ccedil;&atilde;o com o consumidor e n&atilde;o apenas no filme institucional de 45&rdquo;.<br /><br />Em tempos de fragmenta&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia, de concorr&ecirc;ncia cada vez mais feroz e de um consumidor cada vez mais informado e poderoso, as marcas est&atilde;o perdendo sua for&ccedil;a e est&atilde;o se &ldquo;comoditizando&rdquo;. Porque ao inv&eacute;s de se preocupar em criar propostas de valores atraentes e sedutores e estabelecer v&iacute;nculos emocionais com seus clientes, a arena da briga dos anunciantes est&aacute; hoje concentrada no pre&ccedil;o e em diferenciais cada vez mais irrelevantes. O investimento que deve ser feito &eacute; em entender o que a marca tem de &uacute;nico, o que ela representa e o que o cliente valoriza e aspira. E a partir da&iacute; buscar promover experi&ecirc;ncias significativas que criem conex&atilde;o emocional com o consumidor. Porque s&oacute; assim, independentemente do canal de comunica&ccedil;&atilde;o que usarmos, quer seja m&iacute;dia tradicional, trade, a&ccedil;&atilde;o promocional ou web, teremos uma boa performance de vendas, com clientes mais engajados, que compram mais e que indicam mais.<br /><br />Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 9, Ano 4.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=19#19</link><pubDate></pubDate></item><item><title> Elias Mendonça Mansur, Gerente de Vendas e Produtos da Electrolux do Brasil. - Electrolux</title><description><![CDATA[<p><strong>Constru&ccedil;&atilde;o de marca.<br /></strong></p>
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<p>Diferente de muito do que se passou no in&iacute;cio das duas d&eacute;cadas anteriores, onde os investimentos em publicidade, o forte crescimento da Internet e programas de aproxima&ccedil;&atilde;o de clientes alavancavam o crescimento da marca, hoje esta situa&ccedil;&atilde;o evolui a uma imensa sinergia de diversos planos t&aacute;ticos e possibilidades de abrang&ecirc;ncia. Assim, quando se necessita discutir aloca&ccedil;&atilde;o de verba para um determinado produto, a otimiza&ccedil;&atilde;o do investimento atrav&eacute;s de uma boa distribui&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias, sempre ser&aacute; o caminho mais eficiente. Ainda hoje, existe a miopia de que definir uma estrat&eacute;gia eficiente est&aacute; na elabora&ccedil;&atilde;o da propaganda, por&eacute;m a pr&aacute;tica mostra que a propaganda &eacute; apenas uma etapa de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es a serem feitas. Trazendo o exemplo para a produ&ccedil;&atilde;o de eletrodom&eacute;sticos, como o nosso caso na Electrolux do Brasil, unidade de Floor Care &amp; Small Appliances, esta sinergia significa a elabora&ccedil;&atilde;o de programas eficientes em diversas frentes. Antes mesmo da coloca&ccedil;&atilde;o de um novo produto no mercado, iniciam-se pesquisas para a adequa&ccedil;&atilde;o do conceito a um nicho de mercado espec&iacute;fico. Estes projetos precisam passar ao consumidor final a mensagem e os diferenciais apontados nestas pesquisas. Assim, a comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; no lan&ccedil;amento, na g&ocirc;ndola, na embalagem, no trabalho de ponto de venda/ativa&ccedil;&otilde;es, na publicidade/ m&iacute;dia/imprensa, onde toda esta sinergia se transformar&aacute; em performance de vendas. A constru&ccedil;&atilde;o da marca est&aacute; na continuidade deste ciclo, baseando-se na legitimidade estrat&eacute;gica alcan&ccedil;ada pela empresa. Ela n&atilde;o se d&aacute; por uma a&ccedil;&atilde;o ou simplesmente uma bela campanha, mas na continua&ccedil;&atilde;o e na evolu&ccedil;&atilde;o de suas solu&ccedil;&otilde;es. Hoje conseguimos criar na mentalidade do consumidor o conceito de inova&ccedil;&atilde;o, assim passamos a estudar este valor, em cada um de nossos projetos e estrat&eacute;gias. Hoje em dia o know-how que uma ag&ecirc;ncia possui para entender o neg&oacute;cio do cliente, pode ser o caminho mais curto para a assertividade de uma estrat&eacute;gia de sucesso. &Eacute; comum encontrarmos no mercado, campanhas onde o personagem ou mesmo a chamada, fiquem gravados no subconsciente do consumidor, por&eacute;m existe a dificuldade de associa&ccedil;&atilde;o da campanha &agrave; marca ou produto. Conhecendo o neg&oacute;cio do cliente e entendo a percep&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico alvo, a parceria ag&ecirc;ncia/ind&uacute;stria ou empresa, torna-se mais efetiva e a aloca&ccedil;&atilde;o financeira dos recursos, mais apropriada.</p>
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<p>Texto publicado originalmente no Estalo n&deg; 9, Ano 4.</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=20#20</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Erika Herkenhoff, Gestora de Marketing do Grupo Bom Jesus, e formada em Publicidade e Propaganda pela UFPR e em MBA em Marketing pela FGV. - Grupo Bom Jesus</title><description><![CDATA[<p><strong>Propaganda para crian&ccedil;as: vil&atilde; ou mocinha?</strong><br /><br />Um dos recentes conselhos de Philip Kotler para se praticar o marketing do futuro &eacute; construir no pensamento das empresas a pr&aacute;tica da sustentabilidade. Nesse caso, ele falava de um ambiente globalizado e de muta&ccedil;&otilde;es ambientais, tais como o aquecimento global. Mas, se pensarmos que o mesmo consumidor que aderiu &agrave; &ldquo;onda verde&rdquo; - e cada vez mais vai julgar companhias por seu desempenho com respeito ao uso s&aacute;bio e eficiente dos materiais e dos processos de produ&ccedil;&atilde;o - &eacute; o mesmo que procria e, portanto, que tem crian&ccedil;as em casa, provavelmente vamos constatar que ele vai exigir posturas respons&aacute;veis das marcas que se dirigem aos seus filhos.<br /><br />O senso cr&iacute;tico faz parte das tend&ecirc;ncias de comportamento em 9 entre 10 estudos sobre o novo consumidor, atingindo at&eacute; mesmo as classes sociais menos abastadas. O mesmo ser que come&ccedil;a a reciclar o lixo da sua casa e a usar a sacola de pano para fazer compras no mercado, tamb&eacute;m deixa de se posicionar como um alvo submisso diante da propaganda. E, como sujeito ativo de escolhas, vai cobrar mais consci&ecirc;ncia das empresas quando elas se dirigirem aos seus herdeiros. A&iacute;, faltar&aacute; espa&ccedil;o para as marcas que n&atilde;o respeitem a condi&ccedil;&atilde;o fr&aacute;gil da crian&ccedil;a, tanto quanto faltou para produtos com CFC &ndash; o g&aacute;s que acabava com a camada de oz&ocirc;nio.<br /><br />A quest&atilde;o &eacute;: o quanto uma lei para regulamentar o que &eacute; bom ou ruim em propaganda cerceia o direito de livre express&atilde;o? E se existirem &oacute;rg&atilde;os que ajudem a classe publicit&aacute;ria a conter seu &iacute;mpeto maligno de incentivar criancinhas a se jogarem no ch&atilde;o por necessitarem ardentemente de biscoitos que v&ecirc;m com bonequinhos? E se a propaganda for s&oacute; no hor&aacute;rio em que os pais estiverem presentes para poderem opinar, conversar e conduzir seus filhos a exercitarem o poder de pensar?<br /><br />N&atilde;o sei se estamos subestimando a capacidade de defesa emocional do consumidor ou nos omitindo diante de um fato mais cruel: existem crian&ccedil;as que n&atilde;o est&atilde;o com seus pais por perto o dia todo para lhes ajudar a exercer seu senso cr&iacute;tico e agu&ccedil;ar sua curiosidade para as coisas do mundo. E a&iacute; entram dois sub-grupos bem distintos: o das crian&ccedil;as com op&ccedil;&atilde;o de lazer, cujos pais podem vencer o cansa&ccedil;o de um fim de dia de trabalho e usar seu tempo livre para conversar, brincar ou passear com seus filhos; e o das crian&ccedil;as que n&atilde;o t&ecirc;m outra op&ccedil;&atilde;o sen&atilde;o uma TV. S&atilde;o as milhares de crian&ccedil;as que moram em condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias e a quem falta tudo, menos uma telinha que as leva direto para um mundo de sonhos onde tudo &eacute; poss&iacute;vel.<br />Tentando sair da crise<br /><br />Todos sabem que, na inf&acirc;ncia, somos suscet&iacute;veis &agrave; fantasia e n&atilde;o conseguimos diferenciar de forma efetiva o que &eacute; real da imagina&ccedil;&atilde;o. O artigo 36 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor diz que a publicidade deve ser facilmente percebida como tal. Por&eacute;m, com quantos anos passamos a fazer essa distin&ccedil;&atilde;o? De acordo com um projeto chamado Crian&ccedil;a e Consumo, do Instituto Alana,&ldquo;crian&ccedil;as de at&eacute; 6 anos n&atilde;o possuem a representa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica necess&aacute;ria para o entendimento do valor do dinheiro, isto &eacute;, n&atilde;o conseguem ainda saber se algo &eacute; caro ou barato, pois a sua capacidade de entender os s&iacute;mbolos est&aacute; em forma&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Logo, imagino que, sem fazer essa l&oacute;gica, n&atilde;o h&aacute; entendimento concreto sobre necessidades de &ldquo;ter&rdquo; algo, muito menos se o &ldquo;ser&rdquo; est&aacute; associado ao &ldquo;ter&rdquo;, que &eacute; o princ&iacute;pio b&aacute;sico da sedu&ccedil;&atilde;o da propaganda.<br /><br />Logo, se a publicidade provoca o nexo causal de que para &ldquo;ser algu&eacute;m&rdquo; &eacute; preciso &ldquo;ter algo&rdquo; &ndash; e se a crian&ccedil;a n&atilde;o tem o poder de neutralizar esse pensamento como um adulto faz quando n&atilde;o quer fazer parte do truque &ndash; podemos considerar que &eacute; errado submeter crian&ccedil;as &agrave; propaganda.<br /><br />E se formos relevantes na forma&ccedil;&atilde;o desses seres? Se fizermos propostas publicit&aacute;rias justas, que incentivem as crian&ccedil;as a discutir temas importantes para seu futuro e da humanidade? Se os produtos que vendermos os fizerem brincar de forma que desenvolvam valores como a toler&acirc;ncia, a solidariedade e a paz? Se a composi&ccedil;&atilde;o do salgadinho tiver menos gordura trans e pudermos dormir tranq&uuml;ilos porque nossas crian&ccedil;as n&atilde;o foram incentivadas a comer algo que mata do cora&ccedil;&atilde;o?<br /><br />Resta-nos a escolha: querer fazer, ou n&atilde;o, parte de uma classe &ldquo;satanizada&rdquo;. H&aacute; quem prefira fazer parte da ind&uacute;stria que usa como combust&iacute;vel a informa&ccedil;&atilde;o &ndash; uma m&aacute;quina que movimenta mais de 57 bilh&otilde;es de reais por ano no Brasil e que pode ser pr&oacute;spera sem deixar de ser &eacute;tica. Assim, passamos a integrar um grupo capaz de fazer comunica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o precisa ser censurada porque entende sozinha o limite do bom senso.<br /><br />Afinal, podemos assumir compromissos simples com aqueles que vamos deixar para o mundo: que a propaganda vai existir como complemento de atividades l&uacute;dicas, vai ajudar a desenvolver nas crian&ccedil;as a capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o e ser uma op&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel de mostrar que a vida &eacute; cheia de escolhas. Mais do que assumir um lado nessa hist&oacute;ria, faz bem participar da discuss&atilde;o. Se fizermos isso com leis, auto-regulamenta&ccedil;&atilde;o ou debates, j&aacute; avan&ccedil;amos, porque colocamos um assunto importante em pauta.&nbsp; Quando o assunto &eacute; a garotada, estamos falando sobre o nosso futuro. Se n&atilde;o tivermos um presente que respeite a condi&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a de fazer descobertas no seu pr&oacute;prio tempo, ent&atilde;o n&atilde;o temos um futuro digno.</p>
<p></p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=21#21</link><pubDate></pubDate></item><item><title>Alexandre Schmidt Amorim, Diretor Executivo da ASID, responsável pela gestão interna e marketing.  - ASID Brasil</title><description><![CDATA[<h3>E agora? O Quadro da Profissionaliza&ccedil;&atilde;o do Terceiro Setor</h3>
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<p>Grande parte das pessoas pensa que trabalhar no terceiro setor &eacute; ler hist&oacute;rias e brincar com crian&ccedil;as, por&eacute;m, nos &uacute;ltimos anos, temos um novo cen&aacute;rio no qual cuidar do social &eacute; coisa s&eacute;ria. As organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais v&ecirc;m h&aacute; d&eacute;cadas cumprindo um papel de melhoria da sociedade que hoje conhecemos e o crescimento que v&ecirc;m obtendo de 30% ao ano faz esse setor respons&aacute;vel por 1,5 milh&otilde;es de empregos e US$ 4,7 bilh&otilde;es do nosso PIB. O crescente apoio das empresas, motivadas pela valoriza&ccedil;&atilde;o dos consumidores e colaboradores frente a essas a&ccedil;&otilde;es, &eacute; um dos pilares fundamentais deste movimento. <br /><br />Dentro de todo este movimento as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais necessitam de aprimoramento cont&iacute;nuo, romper os la&ccedil;os assistencialistas e construir a&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis de alto impacto e retorno para as comunidades. Com uma legisla&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o muito maior, estas organiza&ccedil;&otilde;es, antes ou depois, encontram duas op&ccedil;&otilde;es: profissionalizar-se ou esmaecer.<br /><br />No Brasil, encontramos 24.600.000 pessoas com algum tipo de defici&ecirc;ncia, e nesse segmento observamos grandes nomes de institui&ccedil;&otilde;es que desenvolvem trabalhos na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o com crian&ccedil;as e adultos. Um destes exemplos &eacute; a APAE, uma institui&ccedil;&atilde;o iniciada em 1955 por 48 pessoas na antiga capital da Rep&uacute;blica, Rio de Janeiro. No quadro de expans&atilde;o do terceiro setor, a APAE soube muito bem como se profissionalizar e gerar resultados sociais, estando hoje com 1.700 APAES espalhadas em todo o Brasil.<br /><br />Infelizmente, as APAES, apesar de toda abrang&ecirc;ncia, n&atilde;o atendem &agrave; demanda de educa&ccedil;&atilde;o de pessoas especiais do nosso pa&iacute;s, e diversas outras institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o conseguem obter o mesmo sucesso da APAE. No caso de Curitiba, temos, al&eacute;m da APAE, outras 43 escolas especiais, sendo somente quatro delas do governo. Neste universo, grande parte destas institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o consegue expandir suas vagas por falta de recursos. O exemplo nos mostra que as escolas que conseguem crescer e expandir suas vagas, o fizeram atrav&eacute;s da qualifica&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o e uma lideran&ccedil;a capaz de criar e alcan&ccedil;ar objetivos. A inser&ccedil;&atilde;o de novas pr&aacute;ticas, como planejamento estrat&eacute;gico, controles financeiros, projetos motivacionais e manuais para reten&ccedil;&atilde;o do conhecimento, mostraram-se essenciais para o progresso destas organiza&ccedil;&otilde;es.<br /><br />O ciclo vicioso destas institui&ccedil;&otilde;es nos mostra que a falta de profissionaliza&ccedil;&atilde;o impede o crescimento e o n&atilde;o crescimento impede a profissionaliza&ccedil;&atilde;o. O custo da estagna&ccedil;&atilde;o destas escolas &eacute;, em Curitiba, igual a 1.302 fam&iacute;lias na fila de espera por novas vagas, 1.302 pessoas sem educa&ccedil;&atilde;o, ou seja, 1.302 pessoas especiais sem possibilidade de desenvolvimento. E agora?</p>]]></description><link>http://www.e-wow.com.br/2009/wow/clientes.php?id=22#22</link><pubDate></pubDate></item></channel></rss>
